19 de outubro de 2009

Dengue: O Mosquito

O MOSQUITO

Aedes aegypti, ou Stegomyia aegypti são os nomes científicos para o mosquito que é popularmente conhecido como mosquito da dengue.
            É uma espécie de mosquito da família Culicidae proveniente da África, atualmente distribuído por quase todo o mundo, com ocorrência nas regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer.
            O primeiro caso da doença foi registrado em 1685, em Recife (PE). Até 1953, o dengue era considerado uma virose benigna, sem letalidade, até haver um surto de dengue hemorrágico nas Filipinas.
            O mosquito está bem adaptado a zonas urbanas, mais precisamente ao domicilio humano onde consegue reproduzir-se e pôr os seus ovos em pequenas quantidades de água limpa, isto é, pobres em matéria orgânica em decomposição e sais, o que as concede características ácida, que preferivelmente estejam sombreados e no peridomicílio.
            É considerado vetor de doenças graves como o dengue e a febre amarela e por isso mesmo o controle das suas populações é considerado assunto de saúde pública.
            O Aedes aegypti é um mosquito que se encontra ativo e pica durante o dia, ao contrário do Anopheles, vetor da malária, que tem atividade crepuscular tendo como vitima preferencial o homem.
            O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia a incubação.
            Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto. Como em quase todos os outros mosquitos, somente as fêmeas sugam sangue; os machos sugam apenas substâncias vegetais e açucaradas.
            Por se adaptar bem a vários recipientes, a expansão deste mosquito a partir do seu habitat original foi rápida.
            O Aedes aegypti foi introduzido na América do Sul através de barcos provenientes da África.
            Nas Américas se admite que sua primeira colonização através dos navios negreiros no período  colonial junto com os escravos. Houve casos em que os barcos ficaram com a tripulação tão reduzida que passaram a vagar pelos mares, constituindo os "navios-fantasma".
             No Brasil o Aedes aegypti foi erradicado na década de 1950, entretanto nas décadas de 60 e 70 ele voltou a colonizar esse país, vindo dos países vizinhos que não haviam conseguido promover a sua total erradicação
            O Aedes aegypti está presente nas regiões tropicais de África e da América do Sul, chegando ao estado da Flórida nos Estados Unidos da América. Nesta zona, o Aedes aegypti tem vindo a declinar, graças à competição com outra espécie do mesmo gênero, o Aedes albopictus. Este fato, porém, não trouxe boas notícias, uma vez que o Aedes albopictus é também um vetor da dengue, bem como de vários tipos de encefalite eqüina.
            O Aedes aegypti parece ser sensível a repelentes baseados no composto N,N-dietilmetatoluamida.
 Quando o mosquito pica uma pessoa infectada, o vírus se instala e se multiplica em suas glândulas salivares e intestinos. A partir dai, o inseto permanece infectado pelo resto da vida. Existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue: sorotipos 1, 2, 3 e 4.
         Aedes aegypti é um mosquito peridoméstico, que se multiplica em depósitos de água parada, acumulada nos quintais e dentro das casas. Apesar da vida curta, o Aedes  aegypti é voraz: pode picar uma pessoa a cada 20 ou 30 minutos.
         O mecanismo de sobrevivência do vírus, nos períodos entre uma epidemia e outra, é mal conhecido. Na Malásia e nos países do oeste da África, foram encontrados macacos infectados, verdadeiros reservatórios naturais da doença (macacos do gênero SAMIRI, ou SAIMIRI).
         A transmissão vertical, isto é, do mosquito-mãe para os filhos, também foi documentada.


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