Autora: Luciana Cláudia de Castro Olímpio
Uma das tarefas primordiais dos professores de Língua Materna – Língua Portuguesa – e, em especial, dos alfabetizadores é a formação do leitor e escritor competentes. Enfatizo a importância dos alfabetizadores, pois são eles os primeiros responsáveis pelo contato sistemático das crianças com a língua escrita.
Neste artigo, faço algumas reflexões sobre leitura, escrita e ortografia, na tentativa de sugerir estratégias que norteiem o professor para orientar o aluno na construção de uma escrita coerente e ortograficamente correta, como também na formação de uma leitura significativa, aquela que envolve a compreensão do sentido global do texto e ultrapassa a decodificação mecânica de palavra por palavra, letra por letra, que ao invés de ajudar, faz é atrapalhar.
Com esse objetivo, proponho alternativas de trabalhos com textos e didáticas para implantação tanto no ensino fundamental como para o ensino médio, baseadas nas idéias de Frank Smith ( “Compreendendo a Leitura”, fornecido pela biblioteca Vicente Martins), João Vadeley Geraldi (“Prática da Leitura na Escola”), Nadja da Costa R. Moreira ( “Orientações para o Ensino da Leitura”) e outros mais citados na bibliografia, em que enfatizam o desenvolvimento das habilidades de raciocínio de leitura e escrita.
Metodologia
A leitura e a escrita são processos comuns aos seres humanos desde muito tempo, apesar de terem sido durante alguns séculos proibidos para uns (caso das mulheres) e liberados para outros ( como é o caso da nobreza) . Depois da invenção das escolas, passou-se a ter a preocupação em ensinar com eficiência a ler e a escrever, tarefa não tão simples, pois até hoje, estudiosos e professores procuram esta tão sonhada fórmula para orientar bem o ensino de uma leitura crítica e uma escrita significativa. E, antes de qualquer sugestão metodológica, é preciso conceituar, em cada momento da reflexão, leitura, escrita e ortografia sem trair a concepção dos autores estudados.
Começarei com a leitura, um dos problemas mais preocupantes para os professores de Língua Portuguesa, já que os alunos, a cada dia, criam uma certa aversão à leitura. Dentre os autores analisados apego-me a Geraldi (1999, p. 91) que afirma:“... a leitura é um processo de interlocução entre leitor / autor mediado pelo texto. Encontro com o autor, ausente, que se dá pela sua palavra escrita.”, ou seja, ler é interpretar e compreender o que o autor quer transmitir tanto nas linhas como nas entrelinhas.
“O entendimento ou compreensão é a base da leitura e do aprendizado desta. (...) Aprendemos a ler, e aprendemos através da leitura, acrescentado coisas àquilo que já sabemos.” (Smith, 2003, p. 21)
Baseada nas idéias de Smith, creio não trair o autor citado se disser que a leitura é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo matenha um comportamento ativo diante da leitura. Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado na memória sem uso, até que se tenha condições cognitivas (conhecimento) para utilizar.
Esta compreensão do texto, citado no parágrafo anterior, é um processo que se caracteriza pela utilização do conhecimento prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe, o conhecimento adquirido ao logo de sua vida. É mediante a interação de diversos níveis de conhecimento, como o conhecimento lingüístico, o textual, o conhecimento de mundo que o leitor consegue construir o sentido do texto.
Os conhecimentos relacionados acima são importantes para uma leitura de qualidade, pois cada um tem uma função diante da leitura. O conhecimento lingüístico abrange desde o conhecimento sobre pronunciar o português, passando pelo conhecimento de vocabulário e regras da língua, chegando até o conhecimento sobre o uso da língua. Já o conhecimento do texto refere-se as noções e conceitos sobre o texto (Quanto mais conhecimento textual o leitor tiver, quanto maior a sua exposição a todo tipo de texto, mais fácil será a sua compreensão). O outro conhecimento, o conhecimento de mundo, é adquirido informalmente, através das experiências, do convívio numa sociedade, cuja ativação, no momento oportuno, é também essencial à compreensão de um texto.
Se estes conhecimentos não forem respeitados, o objetivo e aprendizagem da leitura não serão alcançados. Isso acontece muito nas escolas, principalmente nas tradicionalistas. A maioria dos educadores de Língua Portuguesa, preocupados em seguir um plano didático, oferecem aos estudantes leituras de níveis bem superiores aos deles, proporcionando perplexidade dos mesmos diante do texto lido devido a incompreensão gerada por deficiência em algum conhecimento ou em todos citados acima.
Cito, como exemplo do que foi exposto no parágrafo anterior, um trecho do ensaio: “Os brasileiros – uma nova interpretação”, de Roberto Pompeu de Toledo (Revista Veja, 03 de maio, 2006):
“O presidente do INSS, Valdir Moysés Simão, disse ao Jornal Nacional, da Rede Globo, que foi ao ar na segunda-feira, que as filas nas unidades de atendimanto do órgão se devem a uma “questão cultural” . Seria um traço do povo brasileiro já tão arraigado na consciência coletiva que contra ele se esboroam as boas intenções das autoridades. A frase completa foi: ‘Por uma questão cultural, o segurado tem receio e acaba chegando muito cedo...’”
A compreensão do trecho acima pode ficar comprometida se o leitor não tiver um dos conhecimentos como o lingüístico, o textual ou o conhecimento de mundo, ou seja, se não entender o vocabulário ( como o significado das palavras arraigado ou esboroam) , nem o tipo de texto (como no caso se é ensaio ou artigo) e nem tão pouco se não souber o que é o INSS, ou seja conhecimento de mundo.
Para amenizar as dificuldades de interpretação e compreensão de um texto, Smith (2003, p. 84) aconselha que a leitura seja rápida, seletiva e compatível ao que o leitor já sabe. Smith quis dizer que a leitura seja rápida e não descuidada, o leitor deve utilizar as informações não visuais (conhecimento prévio) para evitar ser confundido com uma leitura lenta, ou seja, uma leitura que busca muitas informações ao mesmo tempo, como vocabular, textual ou as informações implícitas.
Para se conseguir esta leitura rápida, seletiva e ao nível dos alunos, é preciso planejar antes, observar se os textos escolhidos realmente estão no nível dos educandos e a partir desse entendimento trabalhar com projetos.
Sabidos de que não é tão fácil de resolver este problema de dificuldades na leitura, proponho algumas condições que o professor de língua materna deve aceitar. Um dos primeiros passos para um bom desenvolvimento da leitura é acabar com o pensamento de muitos educadores de que leitura é uma forma de castigo, tirando a idéia lúdica do ato de ler, como mostra Geraldi (1999, p. 97)
“A fruição, o prazer, estão excluídos (...) A escola, reproduzindo o sistema e preparando para ele, exclui qualquer atividade não rendosa: lê-se um romance para preencher uma famigerada ficha de leitura, para se fazer uma prova ou até mesmo para se ver livre da recuperação.”
Deve-se entender que a leitura não deve ser uma apologia da dureza, da insensibilidade, da frieza, repressão e do medo. Esses atos podem transformar-se em efeitos colaterais catastróficos.
Pode até parecer absurdo, mas muitas escolas, principalmente as privadas, usam e abusam deste método tão condenável para quem realmente sabe o significado do que é ler, gosta e quer aprender ou ensinar a ler. Além desta situação citada acima, ainda existe os vestibulares que apóiam, de forma indireta, e obrigam aos candidatos a lerem os livros selecionados pela comissão executiva do vestibular no intuito de saberem responder as perguntas da prova de seleção, que muitas vezes são mal elaboradas e que de certa forma duvidam da inteligência dos candidatos, além de mostrar que não é preciso ler a obra na íntegra para saber responder algumas perguntas, fazendo assim apologia à leitura de resumos comentados. Como é o caso da prova de Língua Portuguesa, do vestibular da UVA (Universidade Estadual Vale do Acaraú) de 2005.2, em que na questão de número 06 (seis) pergunta-se qual o personagem principal da obra em questão). Esta questão é totalmente contrária ao pensamento da leitura crítica. Será que com tantas possibilidades de acesso as informações de livros, o aluno precisará ler a obra para ter esta informação?
Os professores de Língua Portuguesa trabalham leitura dentro e fora da sala de aula, na intenção de amenizar as dificuldades de ler. E é com a interação de diversos métodos de trabalho como a roda de leitura, os encontros literários (obras literárias apresentadas em forma de paródias, poesias, literatura de cordel, apresentações teatrais), paráfrases, jogos de adivinhações literárias, além das reflexões, interpretações e compreensões de textos através de perguntas coerentes que levem o aluno a pensar e participar das aulas de uma forma lúdica que os docentes apostam na melhoria desse antigo problema.
São vários os métodos para se trabalhar leitura. Começarei esta apresentação com a roda de leitura, oficina muito interessante que dá oportunidade do aluno escolher uma obra dentre muitas selecionada pelo professor referente à escola literária estudada no momento (cerca de uns 30 livros). Para trabalhar com a roda de leitura não é necessário usar somente obras literárias pode ser feita com textos mais curtos, como ensaios, contos, crônicas, entrevistas, textos jornalísticos etc.. Nesta oficina, o educando tem a oportunidade de se expressar, de apresentar o livro lido de uma maneira mais informal, com expressões próprias e com a ajuda de outros colegas que também tenham lido o mesmo texto. A exposição dos discentes são seguidas de momentos de reflexões coordenadas pelo professor ou pelos outros alunos da sala. Este método além de proporcionar aprendizagem, também incentiva outros alunos a ler as obras apresentadas.
Condemarín e Medina (2005, p. 45) afirmam que: “... Os círculos literários são discussões sobre literatura coordenadas pelo professor incluindo toda a classe, ou realizadas em pequenos grupos formadas por duplas. (...) Os alunos participam do diálogo para interpretar ou explicar o conteúdo. Na medida em que dão atenção ao argumento, motivos e características dos personagens, aos conflitos que ocorrem dentro da história e suas soluções, eles constroem um amplo leque de significados que relacionam e ampliam suas próprias experiências.”
Os encontros literários também fazem parte do processo do ensino de leitura e oportuniza ao professor a descobrir novos talentos. As obras literárias são lidas em grupos e apresentadas em sala de aula através de paródias, literatura de cordel, poesias, seminários e peças teatrais. Este trabalho pode ser implantado tanto com os alunos do Ensino Fundamental, como do Ensino Médio. Os discentes lêem as obras selecionadas de acordo com o momento estudado na literatura e apresentam de forma lúdica aos outros colegas de sala ou até mesmo para alguns convidados.
Tem-se como exemplo um projeto elaborado pela professora de Língua Portuguesa, da Escola Wilebaldo Aguiar, de Massapê, aplicado nas segundas e terceiras séries do Ensino Médio, com o objetivo de os alunos aprenderem de forma mais prazerosa, os livros selecionado pelo professor. Este projeto também foi aplicado com os livros do vestibular da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA).
* Vejamos um exemplo de uma das apresentações, em forma de paródia, com o resumo de “Senhora”, de José de Alencar, aplicado na segunda série do Ensino Médio. A paródia é uma adaptação da música “Só hoje”, de Jota Quest.
Esta história aconteceu no Rio de JaneiroAurélia Camargo estava apaixonadaEra uma coisa normal
Seu grande amor era Fernando Seixas e por ele estava loucaUm amor que ninguém nunca viuQue ninguém nunca viu
Decidiram então se casarDepois de um tempo a abandonouAtraído pelo dote de Adelaide Amaral
Aurélia decidiu logo se vingar de SeixasCom uma herança inesperadaDo avô que ela receberaEra preciso
A moça lhe ofereceu cem contos de réisSe ele quisesse se casarViu a noiva só no dia do seu casamentoAurélia mostrou o recibo da compra
Seixas pagou a dívida, limpando sua honra, com uma despedidaMas se abraçaram loucamente e viveram felizes para sempre.
A paródia foi apresentada com a melodia de um violão e a ajuda dos alunos que acompanharam lendo a cópia da paródia distribuída pelo grupo. Depois da apresentação, os alunos da equipe fizeram um estudo crítico e responderam as perguntas dos colegas de classe, do professor e dos convidados, transformando a sala de aula em um lugar de debates e discussões acerca do livro e do momento em que ele está inserido, fazendo muitas vezes uma comparação dos acontecimentos e temáticas da obras com os dias atuais.
Embora a paráfrase de obras literárias, principalmente os indicados pelos vestibulares e textos em geral, seja muito comum em livros didáticos e na Internet, este método continua sendo eficiente para ser trabalhado em sala de aula para que o professor possa observar se o aluno compreendeu o texto ou a obra lida. De acordo com Condemarín e Medina (2005, p. 45): “Essa ação obriga os alunos a reorganizarem os elementos do texto de maneira pessoal, o que revela sua compreensão. A paráfrase proporciona mais informação sobre o que os alunos realmente pensam sobre a história do que quando se pede uma opinião geral a respeito desta.”
O jogo de adivinhação é outra forma para ensinar leitura. Através de perguntas e passagens importantes das obras lidas os alunos devem adivinhar a que obra pertence.
Todas as estratégias de ensino da leitura são válidos, só basta que os professores saibam e transmitam aos alunos o real conceito, função e importância do saber ler para construir leitores críticos e participativos. Um dos processos para este acontecimento é o docente avaliar de forma coerente a leitura dos alunos para obter resultado e saber ensiná-los com eficiência.
Além da leitura, tem-se a escrita que é uma das formas superiores de linguagem, requer que a pessoa seja capaz de conservar a idéia que tem em mente, ordenando-a numa determinada seqüência e relação, ou seja, planejar e esquematizar a colocação correta de palavras ou idéias no papel. Este processo é um tanto complicado até mesmo para grandes escritores , quem dirá para nós, simples mortais. Vejamos os versos do grande poeta do Modernismo brasileiro Carlos Drummond de Andrade.
“Gastei uma hora pensando um versoQue a pena não quer escreverNo entanto ele está cá dentroInquieto, vivoEle está cá dentroE não quer sair.”
No entanto escrever não é apenas uma questão de gramática, de morfologia ou de sintaxe, não é uma questão de executar, certo ou errado, determinados padrões lingüísticos. Não é tão pouco formar frases, nem sequer juntá-las, por mais bem formadas que elas estejam.
Condemarín e Medina (2005, p. 63) firmam que: “Escrever ou produzir um texto é um ato fundamentalmente comunicativo, assim, para aprender a escrever é necessário enfrentar a necessidade de comunicar algo em uma situação real, a um destinatário real, com propósitos reais.”
Em outras palavras é ativar sentidos e representações já sedimentados que sejam relevantes num determinado modelo de realidade e para um fim específico; é antes de tudo, agir, atuar socialmente; é, nas mais diferentes oportunidades realizar atos convencionalmente definidos, tipificados pelos grupos sociais, atos normalizados, estabilizados em gêneros, com feição própria e definida. É uma forma a mais de, tipicamente, externar intenções, de praticar ações, de intervir socialmente, de “fazer”, afinal.
Para que ocorra o aprendizado da escrita é necessário que se compreenda a real função dela. Função esta que é muitas vezes ignorada pelas escolas por elas terem o único objetivo de os alunos aprenderem redação. Assim afirma Kaufman (1995, p. 51):
“ O absurdo da escola tradicional é que se escreve nada para ninguém. Todo o esforço que a escola tradicional pede à criança é o de aprender a escrever para demonstrar que sabe escrever.”
O problema acima citado é comum nas escolas, mas é de fácil resolução. Uma das formas de buscar uma eficiente aprendizagem na escrita, é antes de o professor iniciar o ensino, planejar-se. O planejamento é algo importante não só na escola como também na vida pessoal. O objetivo do planejamento é de o educador levar em consideração o que os discentes sabem e o que eles ignoram, podendo assim formular projetos de escrita que incentivem os alunos a quererem produzir algo.
“Um projeto de escrita pode ser concebido como um todo: por exemplo, um livro de poemas, um jornal da classe, um guia turístico; ou como parte de um projeto mais amplo. Por exemplo, uma carta ao gerente de uma indústria que se deseja visitar, um cartaz para anunciar uma competição esportiva, etc.” (Condemarín e Medina, 2005, p. 65)
Com o trecho acima enfatizo os benefícios dos projetos que contam com algum receptor dos materiais escritos, conhecidos e desconhecidos, mas leitor em potencial dos textos que serão produzidos, já que ninguém, fora dos muros escolares, escreve para ninguém. Sempre há um destinatário.
Estes projetos têm como objetivo incentivar os alunos a melhorarem a escrita, pois conscientes de que dentro da escola os únicos destinatários são seus professores e seus pais, eles não têm uma real vontade para melhorar suas produções. Muitos argumentam que o professor ou os pais entendem as letras deles, mesmo que o traçado não seja legível, que sabem que são fracos na ortografia e que quando não são claros no que escrevem os professores ou os pais perguntam.
Com a aplicação desses projetos, os textos escritos pelos alunos passam a ter um outro sentido e a partir disto eles começam a se preocupar tanto com o conteúdo como com a escrita e, conseqüentemente, melhoram a aprendizagem neste quesito.
Um outro ponto importante que o professor de Língua Portuguesa precisa saber é que ele é um educador do pensamento e da interioridade dos alunos, pois a função do professor de redação é de orientar o aluno através da leitura de textos ou contação de histórias que se relacionem aos temas dados em sala de aula para que eles desabrochem na escrita. Por exemplo, o educador pode solicitar que o aluno disserte um texto sobre a desigualdade social, e antes da produção ele pode ler a poesia “O bicho”, de Manuel Bandeira que relata a triste situação de alguns seres humanos.
O ato de escrever é uma atividade individual e solitária. É o momento em que se fecham as portas do exterior e se abrem as portas do mundo interior para nele o indivíduo mergulhar. Então, mesmo que o objetivo da escrita seja um acontecimento, algo relacionado a uma realidade basicamente física, é difícil para o discente escrever. Isso por que a realidade interior somente adquire significado e organização a partir de uma realidade exterior sob o prisma da realidade interior.
Resumindo, se o aluno não tiver a ajuda do professor com leituras, debates ou discussões específicas a cada
Escola:__________________________________________________________________________________________________
Aluno= Autor: ________________________________________________ Nº Série:________ Classe:_____________________
O = Ótimo B = Bom R = Regular
Ficha de Avaliação
Aspectos Estéticos
Aspectos Estilísticos
a. Legibilidade da letra
a. Repetição de palavras
b. Paragrafação
b. Frases longas
c. Margens irregulares
c. Emprego de palavras desnecessárias
d. Travessão
d. Escrever como se estivesse falando
e. Ausência de rasuras
Aspectos Gramaticais
Aspectos Estruturais
a. Ortografia
Este aspecto é diferenciado para cada redação, principalmente se os gêneros forem diferentes. Esse é o aspecto principal da avaliação.
b. Acentuação
c. Concordância
d. Pontuação
Obs.: Apontar os erros na redação do colega a lápis.
Antes de aplicar a ficha de avaliação, o professor deve exigir a elaboração do rascunho. O aluno precisa saber o motivo da exigência e a utilidade do rascunho, pois tal fase é feita naturalmente pelo escritor, pelo jornalista, pelo pinto, pelo desenhista, pelo advogado e outros profissionais que dele necessitam para um bom resultado do trabalho. Só os broncos e arrogantes dispensam o rascunho.
Precisa ficar bem claro para o aluno (são muitos os que não gostam de utilizar o borrão em suas tarefas de produção textual) que o rascunho não é apenas uma exigência chata do professor, assim como ele precisa saber usá-lo. Se o discente mecanicamente passa do borrão para o texto definitivo, sem uma leitura crítica (sua ou de seu colega) ele de fato vai se tornar uma atividade enfadonha e não haverá possibilidade
13 de setembro de 2009
DIA DE ÍNDIO
Os indígenas têm um modo de vida diferente do nosso. Eles são muito mais ligados à terra. Não trabalham com o objetivo de juntar dinheiro, bens, nem nada desse tipo. Trabalham em suas lavouras para garantir o sustento da aldeia; fora isso, alimentam-se dos frutos das árvores e dos animais que caçam. Para os índios, a terra é muito importante, sagrada mesmo. Não só porque é o lugar de onde tiram seu sustento, mas também porque é o que eles consideram como o próprio lar. Por isso, a Constituição brasileira garante que as terras dos índios devem ser demarcadas (determinadas) pelo governo e devem ser respeitadas por todos. Às vezes esses direitos não são respeitados. Alguns grandes proprietários de terras, madeireiros e garimpeiros tentam expulsar os índios de suas terras para explorá-las, e para isso, muitas vezes fazem uso de força bruta para tirá-los de lá. A situação dos índios é grave em várias regiões, e infelizmente muitas comunidades indígenas já perderam grande parte de seus territórios.
Texto II
NAS ALDEIAS DOS ÍNDIOS, UMA REALIDADE DIFERENTE
Até os sete anos, as crianças Maxakali ficam perto das casas e não se afastam da área da aldeia. Os Maxakali afirmam que até esta idade elas pertencem às suas mães. Quando atingem sete anos, os meninos são iniciados no universo cerimonial. Passam-se três meses na “ Casa dos cantos”, como chamam a casa do mato. Segundo os índios, os meninos ficam ali “ aprendendo as coisas do mato e dos antepassados para ensinar aos filhos.” No início de outubro, houve uma cerimônia de iniciação para quatro meninos. Os adultos prepararam um mastro, erguido no centro a aldeia. As crianças foram despidas e seus corpos pintados de vermelho, com urucum. Depois disso, os adultos começaram a entoar um canto religioso. Mesmo sabendo que ficariam dentro da “ Casa dos Cantos” durante três meses, os meninos pareciam felizes em serem iniciados aos rituais.Nesses rituais há uma grande distribuição de alimentos, principalmente de caça, entre eles. Como os Maxakali não têm mais caça, eles pedem às pessoas amigas que lhes dêem um animal. Então , eles soltam o bicho no mato e correm ao seu alcance, pois a caça também faz parte dos rituais religiosos e deve ser preservada.
1) Assinale a opção correta.
a) Os dois textos falam sobre o mesmo tema, mas abordando assuntos diferentes. Os dois textos são:
( ) informativos, pois relatam as atividades e comportamento dos indígenas.
( ) lendas, pois contam histórias inventadas pelo povo.
( ) Nenhuma das alternativas anteriores.
b) Apesar de abordarem o mesmo tema, os assuntos são diferentes em cada texto, porque:
( ) no primeiro texto é retratado a importância da terra para os indígenas.
( ) no segundo texto é abordado o desrespeito ao território indígena apesar da garantia conferida aos indígenas na Constituição brasileira.
c) Os indígenas mantêm viva a sua cultura. A parte do texto que confirma este fato é:
( ) “Segundo os índios, os meninos ficam ali aprendendo as coisas do mato.”
( ) “Nesses rituais há uma grande distribuição de alimentos.”
d) No texto II o autor revela que as crianças indígenas ficam perto de suas mães, fato este interrompido quando :
( ) ” suas mães vão para a mata fechada caçar.”
( ) quando os meninos completam sete anos e vão para “Casa dos Cantos.”
e) O autor do primerio texto revela que :
( ) Os grandes proprietários de terras, madeireiros e garimpeiros respeitam a Constituição brasileira e os territórios indígenas.
( ) Alguns grandes proprietários de terras, madeireiros e garimpeiros tentam expulsar os índios de suas terras.
2) Escreva certo ou errado de acordo com os textos:
a) O texto II revela que as crianças ficam muito tristes ao separarem-se de suas mães .
b) Os indígenas respeitam e procuram manter vivas sua cultura e tradição.
c) No texto I, o relato é atual com relação à realidade indígena.
d)No texto I, o autor descreve a atuação egoísta na exploração dos recursos naturais por parte de fazendeiros, madeireiros e garimpeiros.
e)Os indígenas não acumulam riqueza material e deixam de herança a seus descendentes a riqueza cultural de seus ancestrais.
GRAMÁTICA
1)Todas as palavras grifadas são substantivos concretos em apenas uma das alternativas.Assinale-a:
a)Gosto de ver as flores no jardim de minha casa.
b)A tristeza que estampava seu rosto causava dor em minha alma.
c)Se a saudade não fosse tanta, minha dor não seria tão cortante.
2)Assinale apenas onde NÃO há presença de substantivos compostos:
a)O livro que estava sobre a mesa desapareceu.
b)Lucas bateu com o carro e quebrou o pára-lamas.
c)O pernilongo passava horas em meio aos grãos do girassol.
3)Assinale a opção em que todas as palavras sejam antônimas:
a)feio-horroroso/medonho-horrendo
b)belo-feio/rico-pobre
c)sessão/seção/cessão
4)São parônimas as palavras:
a)soar-suar/ comprimento-cumprimento/discrição-descrição
b)manga de camisa/manga (fruta)
c)estrato(camada/estrato( o que se extrai de)
5)Assinale a alternativa em que na frase os substantivos sejam heterônimos:
a)O menino e a menina brincam no parque.
b)As vítimas eram duas mulheres e um homem.
c)O arcebispo e a arquiepiscopisa rezaram pela nação.
6)Assinale a opção cujas palavras são adjetivos do mesmo tipo:
a)acreano- gentil-sergipano
b)fácil-útil-veloz
c)delicado-bom-feliz
7) A única frase que contém erro quanto a flexão do substantivos em número e:
a)Os chapéus e os anéis são meus.
b)Os cidadões preferem lutar contra o desemprego.
c)Os cristãos verdadeiros são fiéis a Deus.
8) A única frase correta quanto a flexão do adjetivo em número é:
a)Os homens surdos mudo.
b)Os meninos surdos mudos.
c)Os meninos mal educado.
Texto II
NAS ALDEIAS DOS ÍNDIOS, UMA REALIDADE DIFERENTE
Até os sete anos, as crianças Maxakali ficam perto das casas e não se afastam da área da aldeia. Os Maxakali afirmam que até esta idade elas pertencem às suas mães. Quando atingem sete anos, os meninos são iniciados no universo cerimonial. Passam-se três meses na “ Casa dos cantos”, como chamam a casa do mato. Segundo os índios, os meninos ficam ali “ aprendendo as coisas do mato e dos antepassados para ensinar aos filhos.” No início de outubro, houve uma cerimônia de iniciação para quatro meninos. Os adultos prepararam um mastro, erguido no centro a aldeia. As crianças foram despidas e seus corpos pintados de vermelho, com urucum. Depois disso, os adultos começaram a entoar um canto religioso. Mesmo sabendo que ficariam dentro da “ Casa dos Cantos” durante três meses, os meninos pareciam felizes em serem iniciados aos rituais.Nesses rituais há uma grande distribuição de alimentos, principalmente de caça, entre eles. Como os Maxakali não têm mais caça, eles pedem às pessoas amigas que lhes dêem um animal. Então , eles soltam o bicho no mato e correm ao seu alcance, pois a caça também faz parte dos rituais religiosos e deve ser preservada.
1) Assinale a opção correta.
a) Os dois textos falam sobre o mesmo tema, mas abordando assuntos diferentes. Os dois textos são:
( ) informativos, pois relatam as atividades e comportamento dos indígenas.
( ) lendas, pois contam histórias inventadas pelo povo.
( ) Nenhuma das alternativas anteriores.
b) Apesar de abordarem o mesmo tema, os assuntos são diferentes em cada texto, porque:
( ) no primeiro texto é retratado a importância da terra para os indígenas.
( ) no segundo texto é abordado o desrespeito ao território indígena apesar da garantia conferida aos indígenas na Constituição brasileira.
c) Os indígenas mantêm viva a sua cultura. A parte do texto que confirma este fato é:
( ) “Segundo os índios, os meninos ficam ali aprendendo as coisas do mato.”
( ) “Nesses rituais há uma grande distribuição de alimentos.”
d) No texto II o autor revela que as crianças indígenas ficam perto de suas mães, fato este interrompido quando :
( ) ” suas mães vão para a mata fechada caçar.”
( ) quando os meninos completam sete anos e vão para “Casa dos Cantos.”
e) O autor do primerio texto revela que :
( ) Os grandes proprietários de terras, madeireiros e garimpeiros respeitam a Constituição brasileira e os territórios indígenas.
( ) Alguns grandes proprietários de terras, madeireiros e garimpeiros tentam expulsar os índios de suas terras.
2) Escreva certo ou errado de acordo com os textos:
a) O texto II revela que as crianças ficam muito tristes ao separarem-se de suas mães .
b) Os indígenas respeitam e procuram manter vivas sua cultura e tradição.
c) No texto I, o relato é atual com relação à realidade indígena.
d)No texto I, o autor descreve a atuação egoísta na exploração dos recursos naturais por parte de fazendeiros, madeireiros e garimpeiros.
e)Os indígenas não acumulam riqueza material e deixam de herança a seus descendentes a riqueza cultural de seus ancestrais.
GRAMÁTICA
1)Todas as palavras grifadas são substantivos concretos em apenas uma das alternativas.Assinale-a:
a)Gosto de ver as flores no jardim de minha casa.
b)A tristeza que estampava seu rosto causava dor em minha alma.
c)Se a saudade não fosse tanta, minha dor não seria tão cortante.
2)Assinale apenas onde NÃO há presença de substantivos compostos:
a)O livro que estava sobre a mesa desapareceu.
b)Lucas bateu com o carro e quebrou o pára-lamas.
c)O pernilongo passava horas em meio aos grãos do girassol.
3)Assinale a opção em que todas as palavras sejam antônimas:
a)feio-horroroso/medonho-horrendo
b)belo-feio/rico-pobre
c)sessão/seção/cessão
4)São parônimas as palavras:
a)soar-suar/ comprimento-cumprimento/discrição-descrição
b)manga de camisa/manga (fruta)
c)estrato(camada/estrato( o que se extrai de)
5)Assinale a alternativa em que na frase os substantivos sejam heterônimos:
a)O menino e a menina brincam no parque.
b)As vítimas eram duas mulheres e um homem.
c)O arcebispo e a arquiepiscopisa rezaram pela nação.
6)Assinale a opção cujas palavras são adjetivos do mesmo tipo:
a)acreano- gentil-sergipano
b)fácil-útil-veloz
c)delicado-bom-feliz
7) A única frase que contém erro quanto a flexão do substantivos em número e:
a)Os chapéus e os anéis são meus.
b)Os cidadões preferem lutar contra o desemprego.
c)Os cristãos verdadeiros são fiéis a Deus.
8) A única frase correta quanto a flexão do adjetivo em número é:
a)Os homens surdos mudo.
b)Os meninos surdos mudos.
c)Os meninos mal educado.
Marcadores:
Indios
Meio ambiente - A Floresta Amazônica
A FLORESTA AMAZÔNICA
A floresta amazônica, ou Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e estende-se por nove países: Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana, Guiana Francesa e Brasil, onde está a sua maior parte.
A região da floresta é úmida e quente na maior parte do ano. A floresta amazônica é banha da pelo rio Amazonas e seus inúmeros afluentes. Na Amazônia, a quantidade de água existente é muito grande.
TIPOS DE VEGETAÇÃO DA FLORESTA AMAZÔNICA
Na floresta amazônica apresenta diversos tipos de vegetação que variam de acordo com o relevo, o solo ou a proximidade dos cursos d’água. Os três principais tipos de vegetação dessa região são:
FLORESTA DE IGAPÓ: ficam nas áreas permanentemente alagadas junto aos rios. Nessas regiões existem muitas plantas aquáticas como a vitória-régia, a maior planta aquática do mundo.
FLORESTA DE VÁRZEA: crescem em terrenos planos nas proximidades de algum curso d’água. No período das chuvas, o nível das águas sobe inundando temporariamente o chão dessas florestas. O solo é rico em nutrientes trazidos pelas águas, contrastando com os solos pobres encontrados na maior parte da região amazônica.
FLORESTA DE TERRA FIRME: crescem em terrenos que nunca são alagados, compõem a maior parte da floresta amazônica. A castanheira é um exemplo de árvore dessa região.
PLANTAS AMAZÔNICAS
Na floresta amazônica há milhares de plantas que vivem em interação entre si e com inúmeros animais, fungos e microrganismos. Existe uma variedade de palmeiras na floresta amazônica, entre elas está o açaizeiro, que produz o açaí.
ANIMAIS DA FLORESTA AMAZÔNICA
Nessa floresta abrigam-se muitas aves, ( araras, tucanos, etc.), vários tipos de mamíferos, ( onça-pintada, tamanduá-bandeira, bicho preguiça, lontras, etc.). Nenhum outro bioma no mundo abriga tantos tipos diferentes de macacos como a floresta amazônica. Encontramos também, muitos tipos de serpentes, lagartos, jacarés, rãs, pererecas, sapos, peixes como a piranha, tucunaré, boto, peixe-boi, ariranha e o pirarucu.
Vários desses animais estão ameaçados de extinção principalmente pelo rápido desenvolvimento das áreas urbanas, a construção de represas, a poluição da água devido aos garimpos, a caça e a pesca ilegais. A diversidade de insetos e outros invertebrados são enormes.
OS PERÍGOS QUE AMEAÇAM A FLORESTA AMAZÔNICA
Muitos recursos naturais amazônicos estão sendo explorados de modo acelerado e sem o devido controle. Nesse ritmo, em pouco tempo as reservas poderão estar comprometidas ou mesmo esgotadas. A matança de animais, a retirada de madeira e o desmatamento empobrecem os ecossistemas amazônicos e comprometem a sobrevivência de todos os seres vivos da floresta.
O desmatamento é um problema grave. Se a cobertura vegetal é removida, as chuvas intensas carregam os nutrientes empobrecendo o solo. O subsolo da região amazônica é rico em minérios. Esse fato tem gerado mais problemas para a região, pois a exploração desses minérios causa grande prejuízo ao solo, aos rios e aos seres vivos.
A MATA ATLÂNTICA - As características da mata atlântica.
A mata atlântica localiza-se próximo ao litoral ou em trechos montanhosos onde chove com freqüência. As montanhas são ricas em nascentes de córregos e rios, alguns dos quais formam lindas cachoeiras. As árvores são altas e crescem próximas umas das outras.
A VIDA NA MATA ATLÂNTICA
Há uma grande biodiversidade na mata atlântica devido a variedade de plantas e animais dessa região.
O jacarandá, o palmiteiro, são exemplos de árvores que se adaptaram a esse bioma. Podemos encontrar também as orquídeas, as bromélias, samambaias, suçuaranas, mono-carvoeiro, antas ,caxinguelês , pacas , jacarés e o mico-leão-dourado habitando a mata atlântica.
O QUE RESTOU DA MATA ATLÂNTICA
Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, a mata atlântica estendia-se por uma faixa de 200 quilômetros de LARGURA do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. O desmatamento para a construção e para a agricultura foi responsável por grandes mudanças na paisagem original da mata.
VERIFICAÇÃO DE CIÊNCIAS
1- Alguns animais e plantas estão ameaçados de extinção:
( ) por causa da falta de abrigo
( ) por causa da falta de água e alimentos
( ) por causa da pesca e da caça ilegais
2- A maior Floresta Tropical do mundo é:
( ) a Floresta da Mata atlântica
( ) a Floresta Amazônica
( ) a Floresta da Mata dos Pinhais
3- Os três tipos de vegetação que a Floresta Amazônica possui são:
( ) Floresta de Igapó, Várzea e de Terra Firme
( ) Floresta Amazônica, Mata Atlântica e de Pernambuco
( ) Floresta de Várzea, de Iguape e do Parque Carlos Botelho
4- Os animais que encontramos na Floresta Amazônica são:
( ) tucanos, araras, elefantes e girafas
( ) lontras, araras, onças-pintadas e piranhas
( ) rinocerontes, girafas e ursos polares
5- CERTO ( C ) ou ERRADO ( E )?
( ) Muitos recursos naturais amazônicos estão sendo explorados de modo acelerado e sem controle e em pouco tempo, as reservas poderão se esgotar.
( ) A matança de animais, a retirada de madeira e o desmatamento ajudam a manter o solo fértil.
( ) Se a vegetação de uma região for retirada poderá causar a erosão.
( ) O subsolo da região amazônica é rico em minérios.
( ) A Mata Atlântica localiza-se próximo ao litoral ou em trechos montanhosos e chove com freqüencia.
( ) O jacarandá, o palmito, as orquídeas, as antas, os jacarés e o mico-leão-dourado são animais em extinção.
( )Quando os portugueses chegaram ao Brasil, a Mata Atlântica não existia.
6- No Brasil, também encontramos outros tipos de BIOMAS como:
( ) o cerrado, a caatinga o manguezal, os campos e o pantanal.
( ) o norte, o nordeste, o sul e o sudeste
( ) o algodão, a cana-de-açúcar e o milho
7- O que são BIOMAS?
( ) são os animais de uma região
( ) são as plantas de uma região
( ) são as paisagens naturais de uma região
8- A devastação da Mata Atlântica teve início quando:
( ) os portugueses começaram as construções de casas e preparar o solo para a agricultura.
( ) os índios começaram as construções de casas e preparar o solo para a agricultura.
9- A Floresta Amazônica se estende por mais ______ países da América do Sul e a maior parte está no _______________. Essa floresta também é banhada pelo rio_________________________________________.
10- Quais são os principais biomas brasileiros?
A floresta amazônica, ou Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e estende-se por nove países: Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana, Guiana Francesa e Brasil, onde está a sua maior parte.
A região da floresta é úmida e quente na maior parte do ano. A floresta amazônica é banha da pelo rio Amazonas e seus inúmeros afluentes. Na Amazônia, a quantidade de água existente é muito grande.
TIPOS DE VEGETAÇÃO DA FLORESTA AMAZÔNICA
Na floresta amazônica apresenta diversos tipos de vegetação que variam de acordo com o relevo, o solo ou a proximidade dos cursos d’água. Os três principais tipos de vegetação dessa região são:
FLORESTA DE IGAPÓ: ficam nas áreas permanentemente alagadas junto aos rios. Nessas regiões existem muitas plantas aquáticas como a vitória-régia, a maior planta aquática do mundo.
FLORESTA DE VÁRZEA: crescem em terrenos planos nas proximidades de algum curso d’água. No período das chuvas, o nível das águas sobe inundando temporariamente o chão dessas florestas. O solo é rico em nutrientes trazidos pelas águas, contrastando com os solos pobres encontrados na maior parte da região amazônica.
FLORESTA DE TERRA FIRME: crescem em terrenos que nunca são alagados, compõem a maior parte da floresta amazônica. A castanheira é um exemplo de árvore dessa região.
PLANTAS AMAZÔNICAS
Na floresta amazônica há milhares de plantas que vivem em interação entre si e com inúmeros animais, fungos e microrganismos. Existe uma variedade de palmeiras na floresta amazônica, entre elas está o açaizeiro, que produz o açaí.
ANIMAIS DA FLORESTA AMAZÔNICA
Nessa floresta abrigam-se muitas aves, ( araras, tucanos, etc.), vários tipos de mamíferos, ( onça-pintada, tamanduá-bandeira, bicho preguiça, lontras, etc.). Nenhum outro bioma no mundo abriga tantos tipos diferentes de macacos como a floresta amazônica. Encontramos também, muitos tipos de serpentes, lagartos, jacarés, rãs, pererecas, sapos, peixes como a piranha, tucunaré, boto, peixe-boi, ariranha e o pirarucu.
Vários desses animais estão ameaçados de extinção principalmente pelo rápido desenvolvimento das áreas urbanas, a construção de represas, a poluição da água devido aos garimpos, a caça e a pesca ilegais. A diversidade de insetos e outros invertebrados são enormes.
OS PERÍGOS QUE AMEAÇAM A FLORESTA AMAZÔNICA
Muitos recursos naturais amazônicos estão sendo explorados de modo acelerado e sem o devido controle. Nesse ritmo, em pouco tempo as reservas poderão estar comprometidas ou mesmo esgotadas. A matança de animais, a retirada de madeira e o desmatamento empobrecem os ecossistemas amazônicos e comprometem a sobrevivência de todos os seres vivos da floresta.
O desmatamento é um problema grave. Se a cobertura vegetal é removida, as chuvas intensas carregam os nutrientes empobrecendo o solo. O subsolo da região amazônica é rico em minérios. Esse fato tem gerado mais problemas para a região, pois a exploração desses minérios causa grande prejuízo ao solo, aos rios e aos seres vivos.
A MATA ATLÂNTICA - As características da mata atlântica.
A mata atlântica localiza-se próximo ao litoral ou em trechos montanhosos onde chove com freqüência. As montanhas são ricas em nascentes de córregos e rios, alguns dos quais formam lindas cachoeiras. As árvores são altas e crescem próximas umas das outras.
A VIDA NA MATA ATLÂNTICA
Há uma grande biodiversidade na mata atlântica devido a variedade de plantas e animais dessa região.
O jacarandá, o palmiteiro, são exemplos de árvores que se adaptaram a esse bioma. Podemos encontrar também as orquídeas, as bromélias, samambaias, suçuaranas, mono-carvoeiro, antas ,caxinguelês , pacas , jacarés e o mico-leão-dourado habitando a mata atlântica.
O QUE RESTOU DA MATA ATLÂNTICA
Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, a mata atlântica estendia-se por uma faixa de 200 quilômetros de LARGURA do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. O desmatamento para a construção e para a agricultura foi responsável por grandes mudanças na paisagem original da mata.
VERIFICAÇÃO DE CIÊNCIAS
1- Alguns animais e plantas estão ameaçados de extinção:
( ) por causa da falta de abrigo
( ) por causa da falta de água e alimentos
( ) por causa da pesca e da caça ilegais
2- A maior Floresta Tropical do mundo é:
( ) a Floresta da Mata atlântica
( ) a Floresta Amazônica
( ) a Floresta da Mata dos Pinhais
3- Os três tipos de vegetação que a Floresta Amazônica possui são:
( ) Floresta de Igapó, Várzea e de Terra Firme
( ) Floresta Amazônica, Mata Atlântica e de Pernambuco
( ) Floresta de Várzea, de Iguape e do Parque Carlos Botelho
4- Os animais que encontramos na Floresta Amazônica são:
( ) tucanos, araras, elefantes e girafas
( ) lontras, araras, onças-pintadas e piranhas
( ) rinocerontes, girafas e ursos polares
5- CERTO ( C ) ou ERRADO ( E )?
( ) Muitos recursos naturais amazônicos estão sendo explorados de modo acelerado e sem controle e em pouco tempo, as reservas poderão se esgotar.
( ) A matança de animais, a retirada de madeira e o desmatamento ajudam a manter o solo fértil.
( ) Se a vegetação de uma região for retirada poderá causar a erosão.
( ) O subsolo da região amazônica é rico em minérios.
( ) A Mata Atlântica localiza-se próximo ao litoral ou em trechos montanhosos e chove com freqüencia.
( ) O jacarandá, o palmito, as orquídeas, as antas, os jacarés e o mico-leão-dourado são animais em extinção.
( )Quando os portugueses chegaram ao Brasil, a Mata Atlântica não existia.
6- No Brasil, também encontramos outros tipos de BIOMAS como:
( ) o cerrado, a caatinga o manguezal, os campos e o pantanal.
( ) o norte, o nordeste, o sul e o sudeste
( ) o algodão, a cana-de-açúcar e o milho
7- O que são BIOMAS?
( ) são os animais de uma região
( ) são as plantas de uma região
( ) são as paisagens naturais de uma região
8- A devastação da Mata Atlântica teve início quando:
( ) os portugueses começaram as construções de casas e preparar o solo para a agricultura.
( ) os índios começaram as construções de casas e preparar o solo para a agricultura.
9- A Floresta Amazônica se estende por mais ______ países da América do Sul e a maior parte está no _______________. Essa floresta também é banhada pelo rio_________________________________________.
10- Quais são os principais biomas brasileiros?
Marcadores:
Meio Ambiente
9 de setembro de 2009
Projeto "JORNAL MURAL"
LEITURA E INFORMAÇÃO PARA TODOS
O projeto "Jornal Mural – Leitura e informação para todos", é um trabalho específico em textos jornalísticos, que além de ampliar o universo dos alunos, e proporcionar leituras críticas, informará à comunidade escolar sobre acontecimentos do mundo, da cidade e do bairro.
Objetivos:
Formar leitores autônomos de jornal;
Ampliar a capacidade de leitura e escrita dos alunos;
Desenvolver procedimentos de revisão de texto e ampliar os conhecimentos sobre a língua escrita;
Desenvolver no aluno uma análise crítica sobre o que lê;
Estimular o aluno à leitura para que demonstre sua opinião, sem ter medo de concordar ou não com as idéias das outras pessoas;
Despertar da crítica pessoal;
Automatizar a leitura e a grafia das palavras, desenvolvendo a habilidade de elaborar textos dissertativos;
Desenvolver textos coerentes;
Desenvolver o trabalho em equipe salientando a importância do trabalho coletivo;
Mostrar os diferentes formatos que uma notícia apresenta, conforme o veículo;
Conhecer a estrutura do jornal e identificar a divisão dos textos por editoriais, segundo o assunto abordado;
Motivar o aluno a pesquisar e conhecer sua comunidade;
Ensinar o aluno a selecionar os fatos, organizando-os, analisando-os, criticando-os;
Motivar os alunos a lerem de forma crítica, aumentando a cultura e desenvolvendo assim, suas capacidades intelectuais.
Justificativa:
A proposta deste projeto é levar o jornal para a sala de aula, pois nem todos os alunos têm acesso a ele ou intimidade com esse meio de comunicação, já que no tempo em que vivemos no meio de tanta interatividade via telefone celular e internet, é necessário fazer com que os alunos se interajam também com a leitura de textos jornalísticos, pois os mesmos são uma fonte respeitada para pesquisa e para a obtenção de informação sobre o mundo atual.
O Jornal Mural desenvolverá um processo de leitura e escrita na sala de aula de uma forma agradável e interativa, pois é necessário estar dentro de um contexto que remeta o aluno a ter prazer em ler e escrever. O método proporcionará ao aluno o desenvolvimento de opinião própria, a criatividade, melhor interação no grupo, e principalmente o interesse em se interar das notícias jornalísticas do Brasil e do mundo.
Neste projeto o professor fará uso de diversos textos jornalísticos retirados de pesquisas feitas em livros, revistas e diários destinados não só a estudantes e professores, mas também a todas as pessoas interessadas em conhecimento jornalístico.
Metodologia:
1ª hora/aula - Aula Expositiva
· Mostrar um exemplar de jornal para os alunos;
· Explicar como é a estrutura do jornal e identificar a divisão dos textos por editoriais, segundo o assunto abordado;
· Separar a classe em grupo de 5 integrantes cada;
· Anotar o nome de cada integrante do grupo.
· Entregar para cada grupo um diário diferente;
· Mostrar os componentes fixos da primeira pagina: título, data e manchetes;
· Explicar para os alunos que essas manchetes servem para adiantar os assuntos principais, muitas vezes destacadas por fotos;
· Deixar que os alunos folheiem os diários, a fim de que obtenham uma intimidade maior ao manuseá-los;
· Recolher os jornais para continuação do trabalho na próxima aula.
2º hora/aula
· Pedir para a classe formar o mesmo grupo da aula anterior;
· Anotar o nome de um integrante de cada grupo para distribuição dos diários;
· Sortear para cada grupo um diário diferente;
· Deixar que os alunos manuseiem os jornais novamente;
· Pedir para os alunos recortarem as notícias que mais despertarem atenção;
· Após os recortes, responsabilizar cada grupo por uma edital;
· Após a divisão, pedir para que cada grupo leia sobre a matéria/edital e desenvolva sua idéia/conclusão editando um novo texto;
· Pedir que cada grupo discuta sobre o que concluíram oralmente, expondo perante a classe;
· Discutir em sala sobre cada assunto/edital;
· Pedir para os alunos devolverem os textos;
3º hora/aula
· Entregar os textos para os grupos;
· Conversar com a classe que iremos elaborar um jornal a partir dos assuntos discutidos na aula anterior;
· Pedir que os alunos entreguem seus textos para um outro grupo trocando seus textos para revisão/correção dos mesmos;
· Cada grupo com o texto do colega lerá e identificará algum erro/idéia que esteja incoerente no texto, solicitando que reescrevam a matéria em uma folha à parte e relatar algo que tenha achado interessante em destacar ou incluir no texto;
· Pedir que os grupos devolvam os textos para os respectivos grupos;
· Cada grupo analisará o que o outro grupo corrigiu/incluiu no texto e redigir a matéria se caso acharem necessário acrescentar ou alterar algo que não esteja coerente;
· 4º hora/aula
· Começaremos a discutir sobre a estrutura do nosso jornal mural;
· Selecionar as editorias a serem divulgadas em nosso diário;
· Optar por Mundo, Brasil, Cidade, Bairro, Escola, Entrevista, Cantinho Livre e Classificados;
· Sortear o grupo responsável por determinado assunto;
· O grupo responsável pela "Entrevista", o professor apresentará as questões a serem respondidas por seus parentes ou conhecidos;
· O grupo responsável pelo edital do "Bairro", solicitar que façam uma pesquisa sobre a fundação e origem do bairro, o qual a escola se localiza, pelo acesso a sites na internet;
· O grupo responsável pela "Escola", pesquisar assuntos que tragam cultura e informações aos leitores, tais como projetos de governos, passeios e eventos culturais, etc.
· Os grupos responsáveis pelo edital do "Mundo, Brasil e Cidade", já terão em mãos os assuntos e notícias abordados nas aulas anteriores, precisarão apenas, selecionarem em qual tema ficarão abordados;
· O grupo responsável pelo edital "Cantinho Livre", criaram um espaço descontraído em que perguntaram a seus colegas de sala de aula ou a colegas de outras salas, se querem deixar uma mensagem a alguém, poesias, relatos, enfim, é um cantinho livre para que os alunos se interajam entre si;
· O grupo responsável pelo edital do "Classificados" pesquisará em seus bairros, anúncios que encontrarem em açougue, mercado, padaria, postes, enfim, uma pesquisa mais abrangente;
· Após a definição dos grupos, temas e assuntos, solicitar que os alunos guardem o material organizadamente para que não haja perdas de materiais para montagem do jornal na próxima aula;
Entrevista - Ficha de pesquisa - leitura de jornais:
Nome:
Idade:
PESQUISA - LEITURA DE JORNAIS
1. Você lê jornais?
( ) Sim( ) Não
2. Com que freqüência você lê jornais?
( ) Sempre( ) Às vezes( ) Nunca
3. Você assina ou compra algum jornal?
( ) Sim( ) Não
4. Qual (is) jornal (is)?
( ) Estado de São Paulo( ) Folha de São Paulo( ) Jornal Postal( ) Jornal A HORA( ) Outros
5. Você consegue encontrar facilmente todas as informações desejadas no jornal?
( ) Sempre( ) Às vezes( ) Não consigo encontrar
6. Qual (is) caderno(s) você costuma ler nos jornais?
( ) Esportes( ) Cidade( ) Geral( ) Entretenimento( ) Classificados( ) Autos( ) Página Policial( ) Outros
5º hora/aula
· Distribuir aos grupos responsáveis pelos editais "Mundo, Brasil e Cidade", e recolher dos alunos responsáveis pelos editais "Bairro, Escola, Entrevista, Cantinho Livre e Classificados", ou seja, as pesquisas feitas fora da sala de aula;
· Solicitar aos alunos para formarem seus grupos novamente para discussão das pesquisas feitas;
· Explicar aos alunos que é necessário reverem suas pesquisas a fim de editarem textos claros, de fácil compreensão e, sobretudo, sem erros;
· Começaremos uma nova seleção de dados para anexação no jornal mural, selecionaremos as pesquisas que serão divulgadas, para que não haja repetição de informação;
· Depois da revisão, com questões como ortografia, construção textual e estilo jornalístico, formar uma equipe responsável por dividir o espaço na cartolina azul;
· Todos os grupos entregarão seus textos para a equipe responsável pela distribuição dos textos na cartolina;
· Guardar os materiais para continuação na próxima aula, a fim de finalizarmos o trabalho.
6º hora/aula
· Expor todo o material do trabalho novamente para os alunos, e reorganizar o grupo para iniciação do mesmo;
· Pedir para a equipe responsável pela classificação dos textos na cartolina, explicarem à classe qual é a melhor forma para iniciarmos as colagens na cartolina;
· Após a explicação e esclarecimento pela equipe responsável pela classificação do espaço na cartolina azul, pedir aos alunos que façam as colagens dos textos editados, em seus respectivos locais, de forma a concluírem o trabalho;
· Após a interação do grupo, ler o Jornal Mural expondo para cada aluno que o jornal foi construído por eles, e os únicos privilegiados com esse trabalho são eles mesmos, pois todo esforço que fizeram do início ao fim não foi em vão, e que terão proveito desse trabalho pelo resto da vida, pois conhecendo toda essa estrutura jornalística, desde o título até a composição final, eles terão naquele momento adquirido muito mais informação do que na semana passada, e que poderão ter argumentos e conhecimentos ainda maiores se tiverem o hábito de lerem todo dia, nem que seja uma única matéria, pois será o suficiente para tornar essa leitura cada vez mais prazerosa, e que num futuro breve esse hábito se tornará cada vez mais freqüente.
Recursos Utilizados:
Diários para pesquisa em sala de aula;
Lousa, giz;
Tesoura;
Cola;
Cartolina ;
Mural;
Avaliação:
· O processo de avaliação será contínuo, mediante a produção do jornal e exposição do mesmo no mural da escola, tendo em vista a participação e desempenho dos alunos.
Sugestão para trabalho interdisciplinar:
Esse projeto poderá ser usado também no estudo de disciplinas tais como: Geografia (localização/mapa/clima, etc.), e História (história e origem do jornal impresso, notícias referente aos aspectos econômico, político e ideológico de uma sociedade, etc.), de maneira que o aluno desenvolva um detalhado conhecimento jornalístico com interdisciplinaridade das disciplinas especificadas.
O projeto "Jornal Mural – Leitura e informação para todos", é um trabalho específico em textos jornalísticos, que além de ampliar o universo dos alunos, e proporcionar leituras críticas, informará à comunidade escolar sobre acontecimentos do mundo, da cidade e do bairro.
Objetivos:
Formar leitores autônomos de jornal;
Ampliar a capacidade de leitura e escrita dos alunos;
Desenvolver procedimentos de revisão de texto e ampliar os conhecimentos sobre a língua escrita;
Desenvolver no aluno uma análise crítica sobre o que lê;
Estimular o aluno à leitura para que demonstre sua opinião, sem ter medo de concordar ou não com as idéias das outras pessoas;
Despertar da crítica pessoal;
Automatizar a leitura e a grafia das palavras, desenvolvendo a habilidade de elaborar textos dissertativos;
Desenvolver textos coerentes;
Desenvolver o trabalho em equipe salientando a importância do trabalho coletivo;
Mostrar os diferentes formatos que uma notícia apresenta, conforme o veículo;
Conhecer a estrutura do jornal e identificar a divisão dos textos por editoriais, segundo o assunto abordado;
Motivar o aluno a pesquisar e conhecer sua comunidade;
Ensinar o aluno a selecionar os fatos, organizando-os, analisando-os, criticando-os;
Motivar os alunos a lerem de forma crítica, aumentando a cultura e desenvolvendo assim, suas capacidades intelectuais.
Justificativa:
A proposta deste projeto é levar o jornal para a sala de aula, pois nem todos os alunos têm acesso a ele ou intimidade com esse meio de comunicação, já que no tempo em que vivemos no meio de tanta interatividade via telefone celular e internet, é necessário fazer com que os alunos se interajam também com a leitura de textos jornalísticos, pois os mesmos são uma fonte respeitada para pesquisa e para a obtenção de informação sobre o mundo atual.
O Jornal Mural desenvolverá um processo de leitura e escrita na sala de aula de uma forma agradável e interativa, pois é necessário estar dentro de um contexto que remeta o aluno a ter prazer em ler e escrever. O método proporcionará ao aluno o desenvolvimento de opinião própria, a criatividade, melhor interação no grupo, e principalmente o interesse em se interar das notícias jornalísticas do Brasil e do mundo.
Neste projeto o professor fará uso de diversos textos jornalísticos retirados de pesquisas feitas em livros, revistas e diários destinados não só a estudantes e professores, mas também a todas as pessoas interessadas em conhecimento jornalístico.
Metodologia:
1ª hora/aula - Aula Expositiva
· Mostrar um exemplar de jornal para os alunos;
· Explicar como é a estrutura do jornal e identificar a divisão dos textos por editoriais, segundo o assunto abordado;
· Separar a classe em grupo de 5 integrantes cada;
· Anotar o nome de cada integrante do grupo.
· Entregar para cada grupo um diário diferente;
· Mostrar os componentes fixos da primeira pagina: título, data e manchetes;
· Explicar para os alunos que essas manchetes servem para adiantar os assuntos principais, muitas vezes destacadas por fotos;
· Deixar que os alunos folheiem os diários, a fim de que obtenham uma intimidade maior ao manuseá-los;
· Recolher os jornais para continuação do trabalho na próxima aula.
2º hora/aula
· Pedir para a classe formar o mesmo grupo da aula anterior;
· Anotar o nome de um integrante de cada grupo para distribuição dos diários;
· Sortear para cada grupo um diário diferente;
· Deixar que os alunos manuseiem os jornais novamente;
· Pedir para os alunos recortarem as notícias que mais despertarem atenção;
· Após os recortes, responsabilizar cada grupo por uma edital;
· Após a divisão, pedir para que cada grupo leia sobre a matéria/edital e desenvolva sua idéia/conclusão editando um novo texto;
· Pedir que cada grupo discuta sobre o que concluíram oralmente, expondo perante a classe;
· Discutir em sala sobre cada assunto/edital;
· Pedir para os alunos devolverem os textos;
3º hora/aula
· Entregar os textos para os grupos;
· Conversar com a classe que iremos elaborar um jornal a partir dos assuntos discutidos na aula anterior;
· Pedir que os alunos entreguem seus textos para um outro grupo trocando seus textos para revisão/correção dos mesmos;
· Cada grupo com o texto do colega lerá e identificará algum erro/idéia que esteja incoerente no texto, solicitando que reescrevam a matéria em uma folha à parte e relatar algo que tenha achado interessante em destacar ou incluir no texto;
· Pedir que os grupos devolvam os textos para os respectivos grupos;
· Cada grupo analisará o que o outro grupo corrigiu/incluiu no texto e redigir a matéria se caso acharem necessário acrescentar ou alterar algo que não esteja coerente;
· 4º hora/aula
· Começaremos a discutir sobre a estrutura do nosso jornal mural;
· Selecionar as editorias a serem divulgadas em nosso diário;
· Optar por Mundo, Brasil, Cidade, Bairro, Escola, Entrevista, Cantinho Livre e Classificados;
· Sortear o grupo responsável por determinado assunto;
· O grupo responsável pela "Entrevista", o professor apresentará as questões a serem respondidas por seus parentes ou conhecidos;
· O grupo responsável pelo edital do "Bairro", solicitar que façam uma pesquisa sobre a fundação e origem do bairro, o qual a escola se localiza, pelo acesso a sites na internet;
· O grupo responsável pela "Escola", pesquisar assuntos que tragam cultura e informações aos leitores, tais como projetos de governos, passeios e eventos culturais, etc.
· Os grupos responsáveis pelo edital do "Mundo, Brasil e Cidade", já terão em mãos os assuntos e notícias abordados nas aulas anteriores, precisarão apenas, selecionarem em qual tema ficarão abordados;
· O grupo responsável pelo edital "Cantinho Livre", criaram um espaço descontraído em que perguntaram a seus colegas de sala de aula ou a colegas de outras salas, se querem deixar uma mensagem a alguém, poesias, relatos, enfim, é um cantinho livre para que os alunos se interajam entre si;
· O grupo responsável pelo edital do "Classificados" pesquisará em seus bairros, anúncios que encontrarem em açougue, mercado, padaria, postes, enfim, uma pesquisa mais abrangente;
· Após a definição dos grupos, temas e assuntos, solicitar que os alunos guardem o material organizadamente para que não haja perdas de materiais para montagem do jornal na próxima aula;
Entrevista - Ficha de pesquisa - leitura de jornais:
Nome:
Idade:
PESQUISA - LEITURA DE JORNAIS
1. Você lê jornais?
( ) Sim( ) Não
2. Com que freqüência você lê jornais?
( ) Sempre( ) Às vezes( ) Nunca
3. Você assina ou compra algum jornal?
( ) Sim( ) Não
4. Qual (is) jornal (is)?
( ) Estado de São Paulo( ) Folha de São Paulo( ) Jornal Postal( ) Jornal A HORA( ) Outros
5. Você consegue encontrar facilmente todas as informações desejadas no jornal?
( ) Sempre( ) Às vezes( ) Não consigo encontrar
6. Qual (is) caderno(s) você costuma ler nos jornais?
( ) Esportes( ) Cidade( ) Geral( ) Entretenimento( ) Classificados( ) Autos( ) Página Policial( ) Outros
5º hora/aula
· Distribuir aos grupos responsáveis pelos editais "Mundo, Brasil e Cidade", e recolher dos alunos responsáveis pelos editais "Bairro, Escola, Entrevista, Cantinho Livre e Classificados", ou seja, as pesquisas feitas fora da sala de aula;
· Solicitar aos alunos para formarem seus grupos novamente para discussão das pesquisas feitas;
· Explicar aos alunos que é necessário reverem suas pesquisas a fim de editarem textos claros, de fácil compreensão e, sobretudo, sem erros;
· Começaremos uma nova seleção de dados para anexação no jornal mural, selecionaremos as pesquisas que serão divulgadas, para que não haja repetição de informação;
· Depois da revisão, com questões como ortografia, construção textual e estilo jornalístico, formar uma equipe responsável por dividir o espaço na cartolina azul;
· Todos os grupos entregarão seus textos para a equipe responsável pela distribuição dos textos na cartolina;
· Guardar os materiais para continuação na próxima aula, a fim de finalizarmos o trabalho.
6º hora/aula
· Expor todo o material do trabalho novamente para os alunos, e reorganizar o grupo para iniciação do mesmo;
· Pedir para a equipe responsável pela classificação dos textos na cartolina, explicarem à classe qual é a melhor forma para iniciarmos as colagens na cartolina;
· Após a explicação e esclarecimento pela equipe responsável pela classificação do espaço na cartolina azul, pedir aos alunos que façam as colagens dos textos editados, em seus respectivos locais, de forma a concluírem o trabalho;
· Após a interação do grupo, ler o Jornal Mural expondo para cada aluno que o jornal foi construído por eles, e os únicos privilegiados com esse trabalho são eles mesmos, pois todo esforço que fizeram do início ao fim não foi em vão, e que terão proveito desse trabalho pelo resto da vida, pois conhecendo toda essa estrutura jornalística, desde o título até a composição final, eles terão naquele momento adquirido muito mais informação do que na semana passada, e que poderão ter argumentos e conhecimentos ainda maiores se tiverem o hábito de lerem todo dia, nem que seja uma única matéria, pois será o suficiente para tornar essa leitura cada vez mais prazerosa, e que num futuro breve esse hábito se tornará cada vez mais freqüente.
Recursos Utilizados:
Diários para pesquisa em sala de aula;
Lousa, giz;
Tesoura;
Cola;
Cartolina ;
Mural;
Avaliação:
· O processo de avaliação será contínuo, mediante a produção do jornal e exposição do mesmo no mural da escola, tendo em vista a participação e desempenho dos alunos.
Sugestão para trabalho interdisciplinar:
Esse projeto poderá ser usado também no estudo de disciplinas tais como: Geografia (localização/mapa/clima, etc.), e História (história e origem do jornal impresso, notícias referente aos aspectos econômico, político e ideológico de uma sociedade, etc.), de maneira que o aluno desenvolva um detalhado conhecimento jornalístico com interdisciplinaridade das disciplinas especificadas.
Marcadores:
Projeto
Texto Caipira
POEMA CAIPIRA
Toda vez qui vejo ocê
Sinto um frio esquisito
Me seca a boca na hora
E por dentro eu sorto um grito
Toda vez qui ocê me óia
Sinto que vô dismaiá
Sinto um fogo na cara
E cumeço assubiá
Toda vez qui ocê me chama
Pra passiá na pracinha
Fico cuntente que só
E me arrumo bem di precinha
Toda vez nóis sai junto
Peço pra Santo Antónho e São Binidito
Procê casá cumigo
Porque acho ocê uma rapaiz muito bunito...
Toda vez qui vejo ocê
Sinto um frio esquisito
Me seca a boca na hora
E por dentro eu sorto um grito
Toda vez qui ocê me óia
Sinto que vô dismaiá
Sinto um fogo na cara
E cumeço assubiá
Toda vez qui ocê me chama
Pra passiá na pracinha
Fico cuntente que só
E me arrumo bem di precinha
Toda vez nóis sai junto
Peço pra Santo Antónho e São Binidito
Procê casá cumigo
Porque acho ocê uma rapaiz muito bunito...
TEXTO: Conversa Fiada
CONVERSA FIADA
Era uma vez um homem muito velho que, por não ter muito que fazer, ficava pescando num lago.
Era uma vez um menino muito novo que também não tinha muito que fazer e ficava pescando no mesmo lago.
Um dia, os dois se encontraram, lado a lado na pescaria, e no mesmo momento, exatamente no mesmo instante, sentiram uma puxadinha que indica que o peixe mordeu a isca. O menino puxou com força e precisão. O velho usou mais precisão e menos força. Quando apareceram os respectivos peixes, porém, decepção: o peixe do menino era muito velho e o peixe do velho era muito novo!
O velho disse para o menino:
___Você não pode pescar esse peixe tão velho! Deixe que ele viva o pouco de vida que lhe resta ainda.
O menino respondeu:
___E o que você vai fazer com este peixe tão novo? Ele é tão pequeno... deixe que ele viva mais um pouco!
O velho e o menino olharam um para o outro e, sem perder tempo, jogaram os peixes no lago. Ficaram amigos e agora, quando não têm muito que fazer, vão até o lago, cumprimentam os peixes e matam o tempo jogando conversa fora.
Diléa Frate
Era uma vez um homem muito velho que, por não ter muito que fazer, ficava pescando num lago.
Era uma vez um menino muito novo que também não tinha muito que fazer e ficava pescando no mesmo lago.
Um dia, os dois se encontraram, lado a lado na pescaria, e no mesmo momento, exatamente no mesmo instante, sentiram uma puxadinha que indica que o peixe mordeu a isca. O menino puxou com força e precisão. O velho usou mais precisão e menos força. Quando apareceram os respectivos peixes, porém, decepção: o peixe do menino era muito velho e o peixe do velho era muito novo!
O velho disse para o menino:
___Você não pode pescar esse peixe tão velho! Deixe que ele viva o pouco de vida que lhe resta ainda.
O menino respondeu:
___E o que você vai fazer com este peixe tão novo? Ele é tão pequeno... deixe que ele viva mais um pouco!
O velho e o menino olharam um para o outro e, sem perder tempo, jogaram os peixes no lago. Ficaram amigos e agora, quando não têm muito que fazer, vão até o lago, cumprimentam os peixes e matam o tempo jogando conversa fora.
Diléa Frate
Marcadores:
Texto
TEXTO: Iracema medrosa
__ Iracema é uma medrosa!...
A gente ficava em bando, voando à sua volta e gritando sempre. Seus olhinhos castanhos se enchiam d’água.
__ Não façam assim __ murmurava.
A gente pousava na rama e comentava:
__ Ora, Iracema, o que é que tem?
Vamos até lá. A gente fica pendurada nos fios elétricos e é uma delícia. Balança-se que não se acaba mais. Prá lá... prá cá.
__ Não. Não. Eu não vou. Tenho medo. Vocês nunca deviam ir. Nunca deviam sair da floresta.
__ Bobagens! Que é que tem?
__ Tem sim. E se vocês encontram um alçapão? __ indagava Iracema nervosa. __ E se tem uma gaiola?
__ Gaiola? __ perguntei espantado.__ Que é isso? Mamãe nunca falou pra gente sobre gaiola.
__ É porque vocês são crianças.
__ Então, Iracema, fale. Conte para a gente o que é gaiola.
Iracema arrepiou-se e sua vozinha saiu trêmula.
__ Gaiola é uma coisa horrível. Uma coisa muito feia. Uma floresta de árvores fininhas, amarradas por um cipó chamado arame. Tem uma porta. Botam a gente lá dentro, e pronto. Nunca mais se sai de lá.
__ Ah! Isso não existe. Você está imaginando coisas. Vamos balançar nos fios.
Ela torceu nervosamente as pontas das asas.
__ Vocês me desculpem, mas eu não vou.
Dizendo isso, levantou vôo e fugiu para o coração da mata que nesse momento era quente e acolhedor. A gente ficou caçoando dela aos berros.
__ Iracema é uma medrosa!...
Como ficou longe aquele vozerio:__ Iracema é uma medrosa.
Agora meus olhos se enchem d’água e eu vejo a gaiola em volta do meu corpo moço. Iracema tinha ração: A gaiola é uma coisa horrível! Já não tenho vontade de me mover. Nem sei mesmo se me acostumei em dar pulos de um poleiro para o outro. Tudo tão triste. Triste. Triste.
__ Rapaz, que tristeza é essa?__ perguntava da outra gaiola, seu Pedro, um velho tié-sangue.
Isso passa. No começo é sempre assim. Daqui a pouco você começará a cantar e cantando a vida fica bonita até dentro de uma gaiola.
__ Não. Eu nunca cantarei. Eu nunca cantarei.
E me lembrava de Iracema que jamais passaria por tudo que eu já passara. Iracema teria ninhadas e ninhadas de filhotes e continuaria com medo, mas vivendo livre dentro da mata.
A gente ficava em bando, voando à sua volta e gritando sempre. Seus olhinhos castanhos se enchiam d’água.
__ Não façam assim __ murmurava.
A gente pousava na rama e comentava:
__ Ora, Iracema, o que é que tem?
Vamos até lá. A gente fica pendurada nos fios elétricos e é uma delícia. Balança-se que não se acaba mais. Prá lá... prá cá.
__ Não. Não. Eu não vou. Tenho medo. Vocês nunca deviam ir. Nunca deviam sair da floresta.
__ Bobagens! Que é que tem?
__ Tem sim. E se vocês encontram um alçapão? __ indagava Iracema nervosa. __ E se tem uma gaiola?
__ Gaiola? __ perguntei espantado.__ Que é isso? Mamãe nunca falou pra gente sobre gaiola.
__ É porque vocês são crianças.
__ Então, Iracema, fale. Conte para a gente o que é gaiola.
Iracema arrepiou-se e sua vozinha saiu trêmula.
__ Gaiola é uma coisa horrível. Uma coisa muito feia. Uma floresta de árvores fininhas, amarradas por um cipó chamado arame. Tem uma porta. Botam a gente lá dentro, e pronto. Nunca mais se sai de lá.
__ Ah! Isso não existe. Você está imaginando coisas. Vamos balançar nos fios.
Ela torceu nervosamente as pontas das asas.
__ Vocês me desculpem, mas eu não vou.
Dizendo isso, levantou vôo e fugiu para o coração da mata que nesse momento era quente e acolhedor. A gente ficou caçoando dela aos berros.
__ Iracema é uma medrosa!...
Como ficou longe aquele vozerio:__ Iracema é uma medrosa.
Agora meus olhos se enchem d’água e eu vejo a gaiola em volta do meu corpo moço. Iracema tinha ração: A gaiola é uma coisa horrível! Já não tenho vontade de me mover. Nem sei mesmo se me acostumei em dar pulos de um poleiro para o outro. Tudo tão triste. Triste. Triste.
__ Rapaz, que tristeza é essa?__ perguntava da outra gaiola, seu Pedro, um velho tié-sangue.
Isso passa. No começo é sempre assim. Daqui a pouco você começará a cantar e cantando a vida fica bonita até dentro de uma gaiola.
__ Não. Eu nunca cantarei. Eu nunca cantarei.
E me lembrava de Iracema que jamais passaria por tudo que eu já passara. Iracema teria ninhadas e ninhadas de filhotes e continuaria com medo, mas vivendo livre dentro da mata.
Marcadores:
Texto
TEXTO - Bicho muito raro e estranho
Foi o cachorro quem chegou correndo com a língua de fora e contou para o javali:
___ Descobri um! Está escondido em cima de uma pedra, lá embaixo.
E foi a coruja quem ouviu o papo e perguntou:
___ Você tem certeza? Olhe que nem sempre as lendas são verdadeiras.
Mas foi o elefante quem apareceu naquele momento e decidiu:
___ É melhor verificar. Afinal, algum deve mesmo ter sobrado.
E foi assim que os animais desceram a montanha para comprovar a história do cachorro.
No começo da caminhada, a cobra disse:
___ Gozado, me deu vontade de levar uma maçã para qualquer emergência.
No meio, o passarinho falou:
___E eu estou que não aguento de medo de levar uma pedrada.
No fim, o jacaré comentou:
___Acho que vou chorar.
Chegaram. O macaco coçou a barriga e comentou:
___ É verdade. Sobrou só um. Mesmo assim pode ser perigoso. Quase acabou com minha família. E olha que somos primos de primeiro grau.
A onça lambeu os beiços e acrescentou:
___ É o único que mata sem ter fome.
A borboleta abriu as asas e concluiu:
___Mas o que fazemos com ele?
Todos os bichos ficaram em silêncio, olhando o homem, apavorado, e o homem olhando também para eles. Em todas as cabeças passavam as lembranças de bichos e plantas destruídos. Só que não sabiam mesmo o que fazer com aquele homem ali, sobrevivente como eles. Esperançoso e assustado como eles. Bicho como eles. E foi o cágado que, chegando atrasado ao local, resolveu a questão:
___ Um bichinho tão bonitinho como esse não merece acabar. Vamos deixá-lo vivo. Acho que, com o tempo, ele aprende com a gente uma maneira melhor de viver.
ULISSES TAVARES
___ Descobri um! Está escondido em cima de uma pedra, lá embaixo.
E foi a coruja quem ouviu o papo e perguntou:
___ Você tem certeza? Olhe que nem sempre as lendas são verdadeiras.
Mas foi o elefante quem apareceu naquele momento e decidiu:
___ É melhor verificar. Afinal, algum deve mesmo ter sobrado.
E foi assim que os animais desceram a montanha para comprovar a história do cachorro.
No começo da caminhada, a cobra disse:
___ Gozado, me deu vontade de levar uma maçã para qualquer emergência.
No meio, o passarinho falou:
___E eu estou que não aguento de medo de levar uma pedrada.
No fim, o jacaré comentou:
___Acho que vou chorar.
Chegaram. O macaco coçou a barriga e comentou:
___ É verdade. Sobrou só um. Mesmo assim pode ser perigoso. Quase acabou com minha família. E olha que somos primos de primeiro grau.
A onça lambeu os beiços e acrescentou:
___ É o único que mata sem ter fome.
A borboleta abriu as asas e concluiu:
___Mas o que fazemos com ele?
Todos os bichos ficaram em silêncio, olhando o homem, apavorado, e o homem olhando também para eles. Em todas as cabeças passavam as lembranças de bichos e plantas destruídos. Só que não sabiam mesmo o que fazer com aquele homem ali, sobrevivente como eles. Esperançoso e assustado como eles. Bicho como eles. E foi o cágado que, chegando atrasado ao local, resolveu a questão:
___ Um bichinho tão bonitinho como esse não merece acabar. Vamos deixá-lo vivo. Acho que, com o tempo, ele aprende com a gente uma maneira melhor de viver.
ULISSES TAVARES
Marcadores:
Texto
Problemas com Frações
01 – Com 12 litros de leite. Quantas garrafas de 2/3 de litros poderão ser cheias ?
02 – Coriolano faz um cinto com 3/5 de um metro de couro. Quantos cintos poderão ser feitos com 18 metros de couro ?
03 – Qual é o número cujos 4/5 equivalem a 108 ?
04 – Distribuíram-se 3 1/2 quilogramas de bombons entre vários meninos. Cada um recebeu 1/4 de quilograma. Quantos eram os meninos ?
05 – Para ladrilhar 2/3 de um pátio empregaram-se 5 456 ladrilhos. Para ladrilhar 5/8 do mesmo pátio, quantos ladrilhos seriam necessários ?
06 – Dona Solange pagou R$ 5.960,00 por 4/7 de um terreno. Quanto pagaria por 4/5 desse terreno?
07 – Luciano fez uma viagem de 1.210 km, sendo 7/11 de aeroplano; 2/5 do resto, de trem, 3/8 do novo resto, de automóvel e os demais quilômetros, a cavalo. Calcular quantos quilômetros percorreu a cavalo ?
08 – A terça parte de um número adicionado a seus 3/5 é igual a 28. Calcule a metade desse número ?
09 – Carolina tinha R$ 175,00. Gastou 1/7 de 1/5 dessa importância. Quanto sobrou ?
10 – Que número é necessário somar a um e três quartos para se obter cinco e quatro sétimos ? 11 – A soma de dois números é 850. Um vale 12/5 do outro. Quais são eles ?
12 – Se dos 2/3 de um número subtrairmos seus 3/7, ficaremos com 45. Qual é o número?
13 – A soma de três números é 30. O primeiro corresponde aos 2/3 do segundo e este, aos 3/5 do terceiro. Calcular o produto destes três números.
14 – Se 7/8 de um terreno valem R$ 21.000,00, qual é o valor de 5/48 do mesmo terreno?
15 – Qual é o número que se da metade subtrairmos 8 unidades ficaremos com 1/3 dele mesmo ?
16 – Da terça parte de um número subtraindo-se 12, fica-se com 1/6 do mesmo número. Que número é esse ?
17 – Qual é o número que retirando 48 unidades de sua metade, encontramos a sua oitava parte ?
18 – A diferença entre dois números é 90; um é 3/13 do outro. Calcular os números.
19 – A soma de dois números é 345; um é 12/11 do outro. Calcule-os.
20 – Seu Áureo tendo gasto 4/7 do dinheiro que possuía, ficou com 1/3 dessa quantia mais R$ 164,00. Quanto tinha o velho Áureo?
21 – Divida R$ 1590,00 em três partes de modo que a primeira seja 3/4 da segunda e esta 4/5 da terceira.
22 – Se eu tivesse apenas 1/5 do que tenho, mais R$ 25,00. teria R$ 58,00. Quanto tenho ?
23 – A nona parte do que tenho aumentada de R$ 17,00 é igual a R$ 32,50. Quanto possuo ?
24 – Zé Augusto despendeu o inverso de 8/3 de seu dinheiro e ficou com a metade mais R$ 4,30. Quanto possuía ?
25 – Repartir 153 cards em três montes de forma que o primeiro contenha 2/3 do segundo o qual deverá ter 3/4 do terceiro.
26 – Distribuir 3.717 tijolos por três depósitos de tal maneira que o primeiro tenha 3/4 do segundo e este 5/6 do terceiro.
27 – O diretor de um colégio quer distribuir os 105 alunos da 4ª série em três turmas de modo que a 1ª comporte a terça parte do efetivo; a 2ª, 6/5 da 1ª, menos 8 estudantes e a 3ª, 18/17 da 2ª. Quantos alunos haverá em cada turma ?
28 – Dividiu-se uma certa quantia entre três pessoas. A primeira recebeu 3/5 da quantia, menos R$ 100,00; a segunda, 1/4 , mais R$ 30,00 e a terceira, R$ 160,00. Qual era a quantia ?
29 – Um número é tal que, se de seus 2/3 subtrairmos 1.036, ficaremos com 4/9 do mesmo. Que número é esse?
30 – Das laranjas de uma caixa foram retirados 4/9, depois 3/5 do resto e ficaram 24 delas. Quantas eram as laranjas ?
31 – Marieta tinha R$ 240,00. Gastou um quinto dessa quantia, e, depois, a terça parte do resto. Com quanto ficou ?
32 – Repartir R$ 671,00 entre três pessoas de modo que a primeira seja contemplada com 2/5 do que receber a segunda e esta, 3/8 do receber a terceira.
33 – Dividir R$ 480,00 por três pessoas, de modo que as partes da primeira e da segunda sejam, respectivamente, 1/3 e 4/5 da parte a ser recebida pela terceira.
34 – Argemiro tinha R$ 375,00. Despendeu 2/5, menos R$ 6,00; depois a terça parte do resto, mais R$ 18,00. Quanto sobrou ?
35 – Um reservatório é alimentado por duas torneiras. A primeira pode enchê-lo em 15 horas e a segunda, em 12 horas. Que fração do reservatório encherão em uma hora, as duas juntas ?
36 – Uma torneira enche um reservatório em 2 horas e outra em 3 horas. Ambas, em que tempo enchê-lo-ão ?
37 – Uma torneira enche uma cisterna em 1/8 da hora e uma válvula o esvazia em 1/4 da hora. Abertas, em que tempo o reservatório ficará completamente cheio ?
38 – Uma torneira enche um depósito d’água em 1/14 da hora enquanto uma válvula pode esvaziá-lo em 1/9 da hora. Trabalhando juntas, em quanto tempo o líquido contido no depósito atingirá seus 5/6 ?
39 – Um reservatório é alimentado por duas torneiras. A primeira pode enchê-lo em 15 horas e a segunda, em 10 horas. A primeira é conservada aberta durante 2/3 da hora e a segunda durante 1/2 hora. Que fração do reservatório ficará cheia ?
40 – Claudia fez 2/9 de um trabalho em 12 horas e Mariana, 4/7 do resto em 8 horas. Quantas horas levarão para fazer a mesma obra, se trabalharem juntas ?
41 – Taninha fez 2/5 de um bordado em 8 horas e Clarisse, 1/3 do resto em 6 horas. Em quanto tempo poderão concluí-lo, se trabalharem juntas ?
42 – Vó Marieta é capaz de fazer um bordado em 16 horas e tia Celeste, 5/7 do resto em 15 horas. Em quanto tempo aprontarão o bordado todo, se operarem juntas ?
43 – Roberval, um investidor no mercado de capitais, perdeu a quarta parte de um capital. Em outros negócios, ganhou o quíntuplo de R$ 30.000,00. Sendo a fortuna atual o dobro do capital inicial. Que capital era esse?
44 – Um quitandeiro vendeu ao primeiro freguês 3/5 das melancias que tinha mais quatro, e ao segundo, 1/3, também do total. Tendo o primeiro ficado com mais duas dúzias de melancias do que o outro, pergunta-se quantas melancias o comerciante possuía e com quantas ficou ?
45 – Andréa tem 2/9 do dinheiro necessário para comprar um apartamento, e seu marido, 3/11 dessa quantia. Se a essa importância o casal adicionar R$ 3.500,00 poderão comprar a casa própria. Qual é o preço do imóvel? Quanto tem cada um deles?
46 – Uma torneira enche um reservatório em 6 horas e outra, em 2 horas. Ambas, funcionando conjuntamente, em que tempo encherão o reservatório?
47 – Uma torneira enche um tanque em duas horas e outra o esvazia em dez horas. O tanque estando vazio e abrindo-se as duas torneiras, em que tempo ficará ele completamente cheio ?
48 – Silvana executa um bordado em nove horas de trabalho e Fernanda, em doze horas. Com auxílio de Eliane, aprontam-no em quatro horas. Calcular o tempo em que Eliane faria o mesmo bordado sozinha.
49 – Alfredo pode pintar uma casa em sete horas de trabalho e seu irmão, em cinco horas. Juntos, que fração do trabalho executarão em uma hora ? Em quanto tempo farão todo a pintura da casa ?
50 – Um trem partiu do Rio com um certo número de passageiros. Na primeira parada, saltaram 3/7 dos passageiros e na quarta entraram 40 pessoas. Em outras estações saltaram 5/8 dos passageiros restantes. O trem chegou à estação final com 36 passageiros. Com quantos passageiros o trem partiu do Rio ?
51 – Um número vale 8/5 de um segundo ou 2/3 de um terceiro. Calcular os três números sabendo que sua soma é igual a 500.
02 – Coriolano faz um cinto com 3/5 de um metro de couro. Quantos cintos poderão ser feitos com 18 metros de couro ?
03 – Qual é o número cujos 4/5 equivalem a 108 ?
04 – Distribuíram-se 3 1/2 quilogramas de bombons entre vários meninos. Cada um recebeu 1/4 de quilograma. Quantos eram os meninos ?
05 – Para ladrilhar 2/3 de um pátio empregaram-se 5 456 ladrilhos. Para ladrilhar 5/8 do mesmo pátio, quantos ladrilhos seriam necessários ?
06 – Dona Solange pagou R$ 5.960,00 por 4/7 de um terreno. Quanto pagaria por 4/5 desse terreno?
07 – Luciano fez uma viagem de 1.210 km, sendo 7/11 de aeroplano; 2/5 do resto, de trem, 3/8 do novo resto, de automóvel e os demais quilômetros, a cavalo. Calcular quantos quilômetros percorreu a cavalo ?
08 – A terça parte de um número adicionado a seus 3/5 é igual a 28. Calcule a metade desse número ?
09 – Carolina tinha R$ 175,00. Gastou 1/7 de 1/5 dessa importância. Quanto sobrou ?
10 – Que número é necessário somar a um e três quartos para se obter cinco e quatro sétimos ? 11 – A soma de dois números é 850. Um vale 12/5 do outro. Quais são eles ?
12 – Se dos 2/3 de um número subtrairmos seus 3/7, ficaremos com 45. Qual é o número?
13 – A soma de três números é 30. O primeiro corresponde aos 2/3 do segundo e este, aos 3/5 do terceiro. Calcular o produto destes três números.
14 – Se 7/8 de um terreno valem R$ 21.000,00, qual é o valor de 5/48 do mesmo terreno?
15 – Qual é o número que se da metade subtrairmos 8 unidades ficaremos com 1/3 dele mesmo ?
16 – Da terça parte de um número subtraindo-se 12, fica-se com 1/6 do mesmo número. Que número é esse ?
17 – Qual é o número que retirando 48 unidades de sua metade, encontramos a sua oitava parte ?
18 – A diferença entre dois números é 90; um é 3/13 do outro. Calcular os números.
19 – A soma de dois números é 345; um é 12/11 do outro. Calcule-os.
20 – Seu Áureo tendo gasto 4/7 do dinheiro que possuía, ficou com 1/3 dessa quantia mais R$ 164,00. Quanto tinha o velho Áureo?
21 – Divida R$ 1590,00 em três partes de modo que a primeira seja 3/4 da segunda e esta 4/5 da terceira.
22 – Se eu tivesse apenas 1/5 do que tenho, mais R$ 25,00. teria R$ 58,00. Quanto tenho ?
23 – A nona parte do que tenho aumentada de R$ 17,00 é igual a R$ 32,50. Quanto possuo ?
24 – Zé Augusto despendeu o inverso de 8/3 de seu dinheiro e ficou com a metade mais R$ 4,30. Quanto possuía ?
25 – Repartir 153 cards em três montes de forma que o primeiro contenha 2/3 do segundo o qual deverá ter 3/4 do terceiro.
26 – Distribuir 3.717 tijolos por três depósitos de tal maneira que o primeiro tenha 3/4 do segundo e este 5/6 do terceiro.
27 – O diretor de um colégio quer distribuir os 105 alunos da 4ª série em três turmas de modo que a 1ª comporte a terça parte do efetivo; a 2ª, 6/5 da 1ª, menos 8 estudantes e a 3ª, 18/17 da 2ª. Quantos alunos haverá em cada turma ?
28 – Dividiu-se uma certa quantia entre três pessoas. A primeira recebeu 3/5 da quantia, menos R$ 100,00; a segunda, 1/4 , mais R$ 30,00 e a terceira, R$ 160,00. Qual era a quantia ?
29 – Um número é tal que, se de seus 2/3 subtrairmos 1.036, ficaremos com 4/9 do mesmo. Que número é esse?
30 – Das laranjas de uma caixa foram retirados 4/9, depois 3/5 do resto e ficaram 24 delas. Quantas eram as laranjas ?
31 – Marieta tinha R$ 240,00. Gastou um quinto dessa quantia, e, depois, a terça parte do resto. Com quanto ficou ?
32 – Repartir R$ 671,00 entre três pessoas de modo que a primeira seja contemplada com 2/5 do que receber a segunda e esta, 3/8 do receber a terceira.
33 – Dividir R$ 480,00 por três pessoas, de modo que as partes da primeira e da segunda sejam, respectivamente, 1/3 e 4/5 da parte a ser recebida pela terceira.
34 – Argemiro tinha R$ 375,00. Despendeu 2/5, menos R$ 6,00; depois a terça parte do resto, mais R$ 18,00. Quanto sobrou ?
35 – Um reservatório é alimentado por duas torneiras. A primeira pode enchê-lo em 15 horas e a segunda, em 12 horas. Que fração do reservatório encherão em uma hora, as duas juntas ?
36 – Uma torneira enche um reservatório em 2 horas e outra em 3 horas. Ambas, em que tempo enchê-lo-ão ?
37 – Uma torneira enche uma cisterna em 1/8 da hora e uma válvula o esvazia em 1/4 da hora. Abertas, em que tempo o reservatório ficará completamente cheio ?
38 – Uma torneira enche um depósito d’água em 1/14 da hora enquanto uma válvula pode esvaziá-lo em 1/9 da hora. Trabalhando juntas, em quanto tempo o líquido contido no depósito atingirá seus 5/6 ?
39 – Um reservatório é alimentado por duas torneiras. A primeira pode enchê-lo em 15 horas e a segunda, em 10 horas. A primeira é conservada aberta durante 2/3 da hora e a segunda durante 1/2 hora. Que fração do reservatório ficará cheia ?
40 – Claudia fez 2/9 de um trabalho em 12 horas e Mariana, 4/7 do resto em 8 horas. Quantas horas levarão para fazer a mesma obra, se trabalharem juntas ?
41 – Taninha fez 2/5 de um bordado em 8 horas e Clarisse, 1/3 do resto em 6 horas. Em quanto tempo poderão concluí-lo, se trabalharem juntas ?
42 – Vó Marieta é capaz de fazer um bordado em 16 horas e tia Celeste, 5/7 do resto em 15 horas. Em quanto tempo aprontarão o bordado todo, se operarem juntas ?
43 – Roberval, um investidor no mercado de capitais, perdeu a quarta parte de um capital. Em outros negócios, ganhou o quíntuplo de R$ 30.000,00. Sendo a fortuna atual o dobro do capital inicial. Que capital era esse?
44 – Um quitandeiro vendeu ao primeiro freguês 3/5 das melancias que tinha mais quatro, e ao segundo, 1/3, também do total. Tendo o primeiro ficado com mais duas dúzias de melancias do que o outro, pergunta-se quantas melancias o comerciante possuía e com quantas ficou ?
45 – Andréa tem 2/9 do dinheiro necessário para comprar um apartamento, e seu marido, 3/11 dessa quantia. Se a essa importância o casal adicionar R$ 3.500,00 poderão comprar a casa própria. Qual é o preço do imóvel? Quanto tem cada um deles?
46 – Uma torneira enche um reservatório em 6 horas e outra, em 2 horas. Ambas, funcionando conjuntamente, em que tempo encherão o reservatório?
47 – Uma torneira enche um tanque em duas horas e outra o esvazia em dez horas. O tanque estando vazio e abrindo-se as duas torneiras, em que tempo ficará ele completamente cheio ?
48 – Silvana executa um bordado em nove horas de trabalho e Fernanda, em doze horas. Com auxílio de Eliane, aprontam-no em quatro horas. Calcular o tempo em que Eliane faria o mesmo bordado sozinha.
49 – Alfredo pode pintar uma casa em sete horas de trabalho e seu irmão, em cinco horas. Juntos, que fração do trabalho executarão em uma hora ? Em quanto tempo farão todo a pintura da casa ?
50 – Um trem partiu do Rio com um certo número de passageiros. Na primeira parada, saltaram 3/7 dos passageiros e na quarta entraram 40 pessoas. Em outras estações saltaram 5/8 dos passageiros restantes. O trem chegou à estação final com 36 passageiros. Com quantos passageiros o trem partiu do Rio ?
51 – Um número vale 8/5 de um segundo ou 2/3 de um terceiro. Calcular os três números sabendo que sua soma é igual a 500.
52 – Cuidadosamente, Severina, a empregada dos “Cavalcante” arruma uma bela cesta de maçãs. O patriarca ao ver as maçãs toma para si 1/6 das frutas, sua esposa pega 1/5 das restantes, o filho mais velho pega para si 1/4 do restante, o filho do meio e o mais novo pegam, respectivamente 1/3 e 1/2 dos restantes. Quando Severina chega e percebe o cesto praticamente vazio, fica magoada com a gulodice dos patrões e decide pegar para si as 3 frutas restantes. Quantas eram as maçãs arrumadas originalmente por Severina ?
(Colaboração da Amiga Celeste)
(Colaboração da Amiga Celeste)
Marcadores:
Frações,
Matemática,
Problemas
Projeto "LIVRO DE BRINCADEIRAS"
Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): criar um livro de brincadeiras e finalizar o projeto com uma manhã de brincadeiras em que os alunos ensinam como fazer os brinquedos com sucatas e as brincadeiras do livro para os alunos de outras salas de aula.
Justificativa: a confecção de brinquedos com sucatas e de um livro de brincadeiras possibilita às crianças colocarem em jogo seus conhecimentos, suas criatividades aprendendo novas brincadeiras, registrando-as e ensinando à outras crianças e ao mesmo tempo conscientizando-se da importância da preservação do meio ambiente.
O que se espera que os alunos aprendam:
Ampliar seu repertório de brincadeiras.
Apropriar-se, mediante o uso, das características de um texto instrucional.
Construir seus próprios brinquedos com materiais recicláveis.
Escrever as regras das brincadeiras respeitando as características desse tipo de texto.
Revisar textos.
Fazer ilustrações considerando a complementaridade com o texto escrito.
Escrever considerando a diagramação deste tipo de texto.
Aprender procedimentos de consultas a livros instrucionais.
Utilizar procedimentos de revisão e reescrita de textos.
Desenvolver atitudes cooperativas.
Desenvolver atitudes de respeito com os colegas.
Escutar os colegas.
Opinar nas questões do grupo favorecendo o entendimento.
O que o professor deve garantir no decorrer do projeto:
1. Levar para a classe livros instrucionais (especialmente de regras de jogos) a fim de que os alunos consultem-nos sempre que preciso.
2. Possibilitar que os alunos exerçam diferentes funções em todas as tarefas e brincadeiras.
3. Possibilitar que os alunos procurem soluções para os conflitos durante as brincadeiras.
4. Favorecer as iniciativas individuais e coletivas, acolhendo as idéias dos alunos e possibilitando que sejam colocadas em prática.
5. Promover momentos de escrita coletiva das regras das brincadeiras escolhidas.
6. Propor questões que façam os alunos pensarem sobre o texto específico, sua diagramação e função da ilustração.
7. Garantir, sempre que possível, o trabalho em grupos para que os alunos possam ser parceiros de fato colocando em jogo os saberes individuais.
8. Incluir a participação dos alunos a cada retomada do planejamento do projeto.
Justificativa: a confecção de brinquedos com sucatas e de um livro de brincadeiras possibilita às crianças colocarem em jogo seus conhecimentos, suas criatividades aprendendo novas brincadeiras, registrando-as e ensinando à outras crianças e ao mesmo tempo conscientizando-se da importância da preservação do meio ambiente.
O que se espera que os alunos aprendam:
Ampliar seu repertório de brincadeiras.
Apropriar-se, mediante o uso, das características de um texto instrucional.
Construir seus próprios brinquedos com materiais recicláveis.
Escrever as regras das brincadeiras respeitando as características desse tipo de texto.
Revisar textos.
Fazer ilustrações considerando a complementaridade com o texto escrito.
Escrever considerando a diagramação deste tipo de texto.
Aprender procedimentos de consultas a livros instrucionais.
Utilizar procedimentos de revisão e reescrita de textos.
Desenvolver atitudes cooperativas.
Desenvolver atitudes de respeito com os colegas.
Escutar os colegas.
Opinar nas questões do grupo favorecendo o entendimento.
O que o professor deve garantir no decorrer do projeto:
1. Levar para a classe livros instrucionais (especialmente de regras de jogos) a fim de que os alunos consultem-nos sempre que preciso.
2. Possibilitar que os alunos exerçam diferentes funções em todas as tarefas e brincadeiras.
3. Possibilitar que os alunos procurem soluções para os conflitos durante as brincadeiras.
4. Favorecer as iniciativas individuais e coletivas, acolhendo as idéias dos alunos e possibilitando que sejam colocadas em prática.
5. Promover momentos de escrita coletiva das regras das brincadeiras escolhidas.
6. Propor questões que façam os alunos pensarem sobre o texto específico, sua diagramação e função da ilustração.
7. Garantir, sempre que possível, o trabalho em grupos para que os alunos possam ser parceiros de fato colocando em jogo os saberes individuais.
8. Incluir a participação dos alunos a cada retomada do planejamento do projeto.
Marcadores:
Projeto
Projeto"CENTOPÉIA"
I - INTRODUÇÃO
Todas as tarefas de nossa vida cotidiana envolvem a leitura. Quando falamos sobre o ato de ler, queremos dizer que é um processo dinâmico e ativo, fazendo com que o leitor leve para o texto a sua experiência e visão de mundo através da leitura, relatos orais e escritos.
Para KLEIMAN,
...a leitura é um ato social, entre dois sujeitos – leitor e autor – que interagem entre si, obedecendo a objetivos e necessidades socialmente determinados. Essa dimensão interacional, que para nós é a mais importante do ato de ler, é explicitada toda vez que a base textual sobre a qual o leitor se apóia precisa ser elaborada, pois essa base textual é entendida como a materialização de significados e intenções de um dos interagentes à distância via texto escrito (1997; pág. 10).
Produzir bons leitores é um desafio de todo professor. É uma tarefa que começa cedo e deve continuar por toda a vida. O objetivo da leitura é a compreensão do mundo que cerca o aluno no seu cotidiano. A leitura é um diálogo, uma troca, uma interação entre o leitor e o autor.
Muitos alunos não se tornam bons leitores, pois não compreendem o sentido global do texto, mesmo sabendo o significado das palavras. Lêem linha por linha e palavra por palavra, mas não conseguem entender o significado ou sentido do texto.
Um bom leitor não se faz por acaso, é preciso estimular a leitura na criança antes mesmo que ela aprenda a ler. É preciso que a criança entre em contato com os livros desde cedo, e, no início da alfabetização com variados tipos de texto, para compreender a leitura e seus significados.
As aulas de leitura devem ocupar um espaço prazeroso, onde o aluno seja estimulado a analisar e compreender as idéias dos autores e do texto. É imprescindível que o professor demonstre o seu gosto pela leitura e que é um leitor competente. Ele precisa mostrar que a leitura é atraente despertando assim o interesse da criança por essa prática.
Muitos educadores acreditam que crianças que convivem com um meio letrado, sendo estimuladas a ler, possuem maiores e melhores condições de desenvolver seu senso crítico em seu entorno social. A leitura é uma ferramenta indispensável à vida em sociedade.
Toda escola deve oferecer condições aos professores e alunos para terem a prática da leitura tanto na escola como em casa. É preciso valorizar os momentos importantes na vida do aluno e, para tanto a escola deve contar com a participação da família. Os pais devem ter um papel fundamental na educação dos filhos, sempre devem estimular seus filhos a praticar a leitura.
O desinteresse dos alunos pela leitura é uma grande a preocupação nas escolas, é preciso valorizar essa prática, pois com ela e através dela, poderemos oferecer ao educando melhores condições dentro do mercado de trabalho.
Paulo Freire sempre discutiu sobre a importância do ato de ler e a formação de novos e bons leitores. O autor nos diz que a leitura deve ser realizada de forma concreta, ela deve ter um significado real para a criança. Segundo o autor,
“... A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto”. (FREIRE, 1992, p.11),
II – OBJETIVOS GERAIS
O objetivo geral deste trabalho é de investigar as práticas de leitura e como esta poderá contribuir na melhoria da habilidade de interpretação de textos e, conseqüentemente na formação de alunos críticos e leitores e formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos do mundo.
III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
A especificidade deste trabalho visa analisar as práticas e:
Compreender como é a prática de leitura;
Identificar estratégias utilizadas pelos professores a fim de desenvolver nos alunos o hábito de ler;
Entender o que é necessário fazer, para que os alunos se tornem leitores autênticos;
Valorizar a habilidade de leitura e contribuir para que o aluno possa exercer o papel de cidadão com eficiência;
IV - JUSTIFICATIVA
A finalidade desta pesquisa surgiu da necessidade de estimular os alunos à leitura e de entender como se dá aprendizagem e o desenvolvimento do hábito de ler. Esse tema, embora seja amplamente discutido por vários educadores, ainda é cercado por dúvidas. A escola tenta propiciar aos alunos os conhecimentos necessários para compreender, se adaptar e construir opiniões, em seus contatos com diversos ambientes e pessoas.
Um dos desafios dos dias atuais nas escolas é desenvolver no aluno o gosto pela literatura, pois há um desinteresse dos alunos pela leitura. São várias as razões que distanciam o aluno da leitura como a falta de incentivo dos pais, as várias formas de diversão tecnológicas, etc.
Segundo CUNHA (1998, p.18) O quadro relativo ao hábito de leitura no Brasil só poderá melhorar quando toda a postura do adulto relativa ao livro e à função dele na educação se modificar.
É preciso renovar livros, atividades instigar os alunos a querer sempre mais. A leitura precisa ser vista como uma possibilidade de indagar, pesquisar, criar, recriar, de maneira que a literatura venha a ter uma função atual, verdadeiramente recreativa, estética, social e renovadora entre as atividades da criança.
Além de prazerosa, a leitura é antes de tudo um objeto de ensino. Para que se constitua num objeto de aprendizagem é necessário que tenha sentido de fato para o aluno, sendo assim, deve cumprir uma função para a realização de propósitos que ele conhece e valoriza. Para que a leitura, como objeto de ensino, não se diferencie demais da prática social que se quer comunicar, é imprescindível representar ou reapresentar, na escola, os diversos usos que ela tem na vida social. Conseqüentemente, cada situação de leitura responderá a u duplo propósito: por um lado, ensinar e aprender algo sobre a prática social da leitura (propósito cuja utilidade, do ponto de vista, do aluno, é mediata); por outro lado, cumprir com um objetivo que tenha sentido na perspectiva imediata do aluno.
V – REVISÃO DE LITERATURA
Hoje em dia as novas tecnologias afastaram o leitor dos livros e os colocaram à frente de computadores e jogos eletrônicos o que resulta em alunos com o vocabulário cada vez mais pobre. Quanto mais se lê, mais se amplia o vocabulário, adquire-se mais conhecimento, acelera o raciocínio e aprimora a interpretação.
A prática da leitura deve ser estimulada desde os primórdios da infância fazendo com que a criança cresça sabendo que além de ser prazerosa nos traz muitos benefícios emocionais e intelectuais.
Segundo CUNHA:
A idéia de que a leitura vai fazer bem à criança ou o jovem, leva-nos a obrigá-los a ler, como lhes impomos a colher de remédio, a injeção, a escova de dentes, a escola. Assim, é comum o menino sentir-se coagido, tendo de submeter-se a uma avaliação, e sendo punido se não cumprir as regras do jogo que ele não definiu, nem entendeu. É a tortura sutil e sem marcas "observáveis a olho nu”, de que não nos damos conta (CUNHA,1998, p.51).
Para CUNHA a leitura deve contribuir para a formação de bons leitores. O bom leitor é aquele que entende e interpreta o que lê.
"A aprendizagem da criança na escola está fundamentada na leitura" (KLEIMAN; 1997; p.7). O processo de escolarização, quando bem sucedido, possibilita à criança a descontextualização da linguagem permitindo uma interação à distância com o autor.
Para a autora,
Esse tipo de interação é essencial para a aprendizagem ou esta estaria limitada àquilo que é imediatamente acessível aos nossos sentidos. Entretanto, esse tipo de interação é vedado a grande parte das crianças, para as quais o texto escrito é ininteligível, constituindo-se no maior obstáculo ao sucesso escolar. Daí que uma questão fundamental para o ensino seja como ensinar a criança a compreender o texto escrito. (KLEIMAN, 1997; p. 7)
Segundo a autora, fala sobre a impossibilidade de ensinar a compreensão, de se ensinar um processo cognitivo. O papel do professor seria criar oportunidades para desenvolver esse processo cognitivo. Uma maneira de procurar desenvolver tal competência seria investir na relação entre a interpretação do texto e a realidade.
Para isso, não há melhor sugestão que as obras infanto-juvenis que abordam questões do nosso tempo e problemas universais, inerentes ao ser humano. Elas permitem iniciar uma reflexão sobre a própria vida e desencadear o debate, movendo-o para fora da sala de aula, entre amigos e familiares, próximos do leitor infantil. Um bom leitor produzirá bons textos.
No dicionário pode-se ler a seguinte definição de leitura: “ Leitura. S.F.1.ato ou efeito de ler. 2. Arte ou hábito de ler.3.aquilo que se lê. 4. O que se lê, considerado em conjunto. 5. Arte de decifrar e fixar um texto de um autor, segundo determinado critério...”( Aurélio,1988: 390 ). A leitura é necessária para concepção de significados.
VI –PROPOSTA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO - PROJETO CENTOPÉIA
Sabendo da importância da leitura na vida do educando, começamos a desenvolver o Projeto Centopéia em sala de aula em parceria com a regente da classe.
O Projeto Centopéia tem como objetivo geral incentivar o desejo, o prazer e o interesse dos alunos pela leitura, e como objetivo específico o de fazer com que o aluno leia o maior número de livros e, assim, obtenha a maior centopéia.
Primeiramente foi esclarecido aos alunos como trabalhariam o projeto em casa e em sala de aula. Os alunos devem escolher o livro que queiram ler, levá-los para casa e lê-lo para alguém de sua família. Através dessa leitura, o aluno além de ler, irá melhorar sua entonação.
Após o término do livro, o aluno e seu companheiro de leitura farão um relato sobre o livro lido. Ao entregar o relatório ao seu professor, o aluno receberá mais um círculo para acrescentar ao corpo de sua centopéia. A cada livro lido o aluno ganha mais uma parte para compor sua centopéia.
Cada aluno recebeu um círculo de cartolina para que desenhassem a carinha de sua centopéia e dar início ao projeto com a escolha do livro que gostariam de ler.
Após a segunda semana, pudemos observar que 90% dos alunos começaram a pegar mais de um livro por semana para ler e seus relatórios eram satisfatórios. Podíamos perceber que, o relatório foi feito pelo próprio aluno, pois ao serem indagados sobre o conteúdo do livro que leu, o aluno sabia contar a história com minúcias de detalhes e expressar sua opinião sobre ele.
Os relatos feitos pelos companheiros de leitura nos fizeram ver que o projeto estava atingindo seus objetivos e fazendo com que os alunos tivessem um “momento especial” com seus pais. A hora da “leitura familiar” ganhou força e estimulou ainda mais os alunos a continuarem lendo.
Para nós, foi uma experiência única e satisfatória, pois além de despertarmos o gosto pela leitura nas crianças, também começaram a progredir em suas produções de textos.
VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa pesquisa nos ajudou na análise reflexiva sobre a prática de leitura, pois a leitura é um objeto de ensino, e para que seja um objeto de aprendizagem, é preciso que tenha sentido para o aluno, isto é, a atividade de leitura deve responder a objetivos de realização imediata.
SCOZ diz que:
É dramático constatar que o número de alunos com "reais" problemas de aprendizagem é bem maior do que se poderia esperar. Justamente por não terem tido suas dificuldades iniciais prontamente atendidas, desenvolvendo vínculos negativos com o objeto do conhecimento e passaram, efetivamente, a ter problemas para aprender.
(SCOZ, 1994, p.153)
Na escola os alunos têm a chance de interagirem significativamente com uma variedade de textos do mundo, o que requer um trabalho com uma vasta diversidade textual.
A leitura é uma prática social que envolve atitudes, gestos e habilidade que são mobilizados pelo leitor, tanto no ato de leitura propriamente dito, como no que antecede a leitura e no que decorre dela.
Se o objetivo é formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos com os quais se defrontam, é preciso organizar o trabalho educativo para que os alunos experimentem e aprendam isso na escola.
A escola deve oferecer materiais de qualidade, modelos de leitores e práticas de leitura eficazes.
Todas as tarefas de nossa vida cotidiana envolvem a leitura. Quando falamos sobre o ato de ler, queremos dizer que é um processo dinâmico e ativo, fazendo com que o leitor leve para o texto a sua experiência e visão de mundo através da leitura, relatos orais e escritos.
Para KLEIMAN,
...a leitura é um ato social, entre dois sujeitos – leitor e autor – que interagem entre si, obedecendo a objetivos e necessidades socialmente determinados. Essa dimensão interacional, que para nós é a mais importante do ato de ler, é explicitada toda vez que a base textual sobre a qual o leitor se apóia precisa ser elaborada, pois essa base textual é entendida como a materialização de significados e intenções de um dos interagentes à distância via texto escrito (1997; pág. 10).
Produzir bons leitores é um desafio de todo professor. É uma tarefa que começa cedo e deve continuar por toda a vida. O objetivo da leitura é a compreensão do mundo que cerca o aluno no seu cotidiano. A leitura é um diálogo, uma troca, uma interação entre o leitor e o autor.
Muitos alunos não se tornam bons leitores, pois não compreendem o sentido global do texto, mesmo sabendo o significado das palavras. Lêem linha por linha e palavra por palavra, mas não conseguem entender o significado ou sentido do texto.
Um bom leitor não se faz por acaso, é preciso estimular a leitura na criança antes mesmo que ela aprenda a ler. É preciso que a criança entre em contato com os livros desde cedo, e, no início da alfabetização com variados tipos de texto, para compreender a leitura e seus significados.
As aulas de leitura devem ocupar um espaço prazeroso, onde o aluno seja estimulado a analisar e compreender as idéias dos autores e do texto. É imprescindível que o professor demonstre o seu gosto pela leitura e que é um leitor competente. Ele precisa mostrar que a leitura é atraente despertando assim o interesse da criança por essa prática.
Muitos educadores acreditam que crianças que convivem com um meio letrado, sendo estimuladas a ler, possuem maiores e melhores condições de desenvolver seu senso crítico em seu entorno social. A leitura é uma ferramenta indispensável à vida em sociedade.
Toda escola deve oferecer condições aos professores e alunos para terem a prática da leitura tanto na escola como em casa. É preciso valorizar os momentos importantes na vida do aluno e, para tanto a escola deve contar com a participação da família. Os pais devem ter um papel fundamental na educação dos filhos, sempre devem estimular seus filhos a praticar a leitura.
O desinteresse dos alunos pela leitura é uma grande a preocupação nas escolas, é preciso valorizar essa prática, pois com ela e através dela, poderemos oferecer ao educando melhores condições dentro do mercado de trabalho.
Paulo Freire sempre discutiu sobre a importância do ato de ler e a formação de novos e bons leitores. O autor nos diz que a leitura deve ser realizada de forma concreta, ela deve ter um significado real para a criança. Segundo o autor,
“... A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto”. (FREIRE, 1992, p.11),
II – OBJETIVOS GERAIS
O objetivo geral deste trabalho é de investigar as práticas de leitura e como esta poderá contribuir na melhoria da habilidade de interpretação de textos e, conseqüentemente na formação de alunos críticos e leitores e formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos do mundo.
III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
A especificidade deste trabalho visa analisar as práticas e:
Compreender como é a prática de leitura;
Identificar estratégias utilizadas pelos professores a fim de desenvolver nos alunos o hábito de ler;
Entender o que é necessário fazer, para que os alunos se tornem leitores autênticos;
Valorizar a habilidade de leitura e contribuir para que o aluno possa exercer o papel de cidadão com eficiência;
IV - JUSTIFICATIVA
A finalidade desta pesquisa surgiu da necessidade de estimular os alunos à leitura e de entender como se dá aprendizagem e o desenvolvimento do hábito de ler. Esse tema, embora seja amplamente discutido por vários educadores, ainda é cercado por dúvidas. A escola tenta propiciar aos alunos os conhecimentos necessários para compreender, se adaptar e construir opiniões, em seus contatos com diversos ambientes e pessoas.
Um dos desafios dos dias atuais nas escolas é desenvolver no aluno o gosto pela literatura, pois há um desinteresse dos alunos pela leitura. São várias as razões que distanciam o aluno da leitura como a falta de incentivo dos pais, as várias formas de diversão tecnológicas, etc.
Segundo CUNHA (1998, p.18) O quadro relativo ao hábito de leitura no Brasil só poderá melhorar quando toda a postura do adulto relativa ao livro e à função dele na educação se modificar.
É preciso renovar livros, atividades instigar os alunos a querer sempre mais. A leitura precisa ser vista como uma possibilidade de indagar, pesquisar, criar, recriar, de maneira que a literatura venha a ter uma função atual, verdadeiramente recreativa, estética, social e renovadora entre as atividades da criança.
Além de prazerosa, a leitura é antes de tudo um objeto de ensino. Para que se constitua num objeto de aprendizagem é necessário que tenha sentido de fato para o aluno, sendo assim, deve cumprir uma função para a realização de propósitos que ele conhece e valoriza. Para que a leitura, como objeto de ensino, não se diferencie demais da prática social que se quer comunicar, é imprescindível representar ou reapresentar, na escola, os diversos usos que ela tem na vida social. Conseqüentemente, cada situação de leitura responderá a u duplo propósito: por um lado, ensinar e aprender algo sobre a prática social da leitura (propósito cuja utilidade, do ponto de vista, do aluno, é mediata); por outro lado, cumprir com um objetivo que tenha sentido na perspectiva imediata do aluno.
V – REVISÃO DE LITERATURA
Hoje em dia as novas tecnologias afastaram o leitor dos livros e os colocaram à frente de computadores e jogos eletrônicos o que resulta em alunos com o vocabulário cada vez mais pobre. Quanto mais se lê, mais se amplia o vocabulário, adquire-se mais conhecimento, acelera o raciocínio e aprimora a interpretação.
A prática da leitura deve ser estimulada desde os primórdios da infância fazendo com que a criança cresça sabendo que além de ser prazerosa nos traz muitos benefícios emocionais e intelectuais.
Segundo CUNHA:
A idéia de que a leitura vai fazer bem à criança ou o jovem, leva-nos a obrigá-los a ler, como lhes impomos a colher de remédio, a injeção, a escova de dentes, a escola. Assim, é comum o menino sentir-se coagido, tendo de submeter-se a uma avaliação, e sendo punido se não cumprir as regras do jogo que ele não definiu, nem entendeu. É a tortura sutil e sem marcas "observáveis a olho nu”, de que não nos damos conta (CUNHA,1998, p.51).
Para CUNHA a leitura deve contribuir para a formação de bons leitores. O bom leitor é aquele que entende e interpreta o que lê.
"A aprendizagem da criança na escola está fundamentada na leitura" (KLEIMAN; 1997; p.7). O processo de escolarização, quando bem sucedido, possibilita à criança a descontextualização da linguagem permitindo uma interação à distância com o autor.
Para a autora,
Esse tipo de interação é essencial para a aprendizagem ou esta estaria limitada àquilo que é imediatamente acessível aos nossos sentidos. Entretanto, esse tipo de interação é vedado a grande parte das crianças, para as quais o texto escrito é ininteligível, constituindo-se no maior obstáculo ao sucesso escolar. Daí que uma questão fundamental para o ensino seja como ensinar a criança a compreender o texto escrito. (KLEIMAN, 1997; p. 7)
Segundo a autora, fala sobre a impossibilidade de ensinar a compreensão, de se ensinar um processo cognitivo. O papel do professor seria criar oportunidades para desenvolver esse processo cognitivo. Uma maneira de procurar desenvolver tal competência seria investir na relação entre a interpretação do texto e a realidade.
Para isso, não há melhor sugestão que as obras infanto-juvenis que abordam questões do nosso tempo e problemas universais, inerentes ao ser humano. Elas permitem iniciar uma reflexão sobre a própria vida e desencadear o debate, movendo-o para fora da sala de aula, entre amigos e familiares, próximos do leitor infantil. Um bom leitor produzirá bons textos.
No dicionário pode-se ler a seguinte definição de leitura: “ Leitura. S.F.1.ato ou efeito de ler. 2. Arte ou hábito de ler.3.aquilo que se lê. 4. O que se lê, considerado em conjunto. 5. Arte de decifrar e fixar um texto de um autor, segundo determinado critério...”( Aurélio,1988: 390 ). A leitura é necessária para concepção de significados.
VI –PROPOSTA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO - PROJETO CENTOPÉIA
Sabendo da importância da leitura na vida do educando, começamos a desenvolver o Projeto Centopéia em sala de aula em parceria com a regente da classe.
O Projeto Centopéia tem como objetivo geral incentivar o desejo, o prazer e o interesse dos alunos pela leitura, e como objetivo específico o de fazer com que o aluno leia o maior número de livros e, assim, obtenha a maior centopéia.
Primeiramente foi esclarecido aos alunos como trabalhariam o projeto em casa e em sala de aula. Os alunos devem escolher o livro que queiram ler, levá-los para casa e lê-lo para alguém de sua família. Através dessa leitura, o aluno além de ler, irá melhorar sua entonação.
Após o término do livro, o aluno e seu companheiro de leitura farão um relato sobre o livro lido. Ao entregar o relatório ao seu professor, o aluno receberá mais um círculo para acrescentar ao corpo de sua centopéia. A cada livro lido o aluno ganha mais uma parte para compor sua centopéia.
Cada aluno recebeu um círculo de cartolina para que desenhassem a carinha de sua centopéia e dar início ao projeto com a escolha do livro que gostariam de ler.
Após a segunda semana, pudemos observar que 90% dos alunos começaram a pegar mais de um livro por semana para ler e seus relatórios eram satisfatórios. Podíamos perceber que, o relatório foi feito pelo próprio aluno, pois ao serem indagados sobre o conteúdo do livro que leu, o aluno sabia contar a história com minúcias de detalhes e expressar sua opinião sobre ele.
Os relatos feitos pelos companheiros de leitura nos fizeram ver que o projeto estava atingindo seus objetivos e fazendo com que os alunos tivessem um “momento especial” com seus pais. A hora da “leitura familiar” ganhou força e estimulou ainda mais os alunos a continuarem lendo.
Para nós, foi uma experiência única e satisfatória, pois além de despertarmos o gosto pela leitura nas crianças, também começaram a progredir em suas produções de textos.
VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa pesquisa nos ajudou na análise reflexiva sobre a prática de leitura, pois a leitura é um objeto de ensino, e para que seja um objeto de aprendizagem, é preciso que tenha sentido para o aluno, isto é, a atividade de leitura deve responder a objetivos de realização imediata.
SCOZ diz que:
É dramático constatar que o número de alunos com "reais" problemas de aprendizagem é bem maior do que se poderia esperar. Justamente por não terem tido suas dificuldades iniciais prontamente atendidas, desenvolvendo vínculos negativos com o objeto do conhecimento e passaram, efetivamente, a ter problemas para aprender.
(SCOZ, 1994, p.153)
Na escola os alunos têm a chance de interagirem significativamente com uma variedade de textos do mundo, o que requer um trabalho com uma vasta diversidade textual.
A leitura é uma prática social que envolve atitudes, gestos e habilidade que são mobilizados pelo leitor, tanto no ato de leitura propriamente dito, como no que antecede a leitura e no que decorre dela.
Se o objetivo é formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos com os quais se defrontam, é preciso organizar o trabalho educativo para que os alunos experimentem e aprendam isso na escola.
A escola deve oferecer materiais de qualidade, modelos de leitores e práticas de leitura eficazes.
Marcadores:
Projeto
Projeto "MOARADIAS"
I – INTRODUÇÃO
A escola é uma instituição que está ligada à sociedade se faz necessário mostrar que sozinha ela não será capaz de educar as gerações que estão por vir. O artigo 27, inciso I da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) referencia a educação baseada em valores ao determinar que os conteúdos curriculares da educação básica devam observar as seguintes diretrizes: “A difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e a ordem democrática”.
A escola tem como papel principal a formação de um cidadão consciente que valorize a postura humana e que essas posturas contribuam para a transformação do nosso planeta para o bem de seus habitantes.
Uma escola de precisa ter certeza do que quer desenvolver em uma criança, para formar uma criança saudável, desenvolver sua capacidade de aprender, de pensar e estabelecer as bases para a formação de uma pessoa ética capaz de conviver num ambiente democrático.
A escola precisa propor atividades que desenvolvam o conhecimento, habilidades, atitudes e valores adequados.
Este trabalho pretende mostrar que através da elaboração de projetos que englobam várias matérias e conhecimentos que eles visam à aprendizagem como um processo global e complexo.
Para elaborar um projeto é preciso saber como e onde queremos chegar, assim saberemos como agir. O tema do projeto deve ser de interesse dos educandos. O professor deve instigar a curiosidade de seus alunos sobre o tema proposto, agindo dessa forma, a avaliação do projeto será positiva e rica.
A função do projeto é a de tornar a aprendizagem real e atrativa para o educando, englobando a educação em um plano de trabalho agradável, sem impor os conteúdos programáticos de forma autoritária
Através do estudo por projetos, o aluno busca e consegue informações, lê, conversa, faz investigações, formula hipóteses, anota dados, calcula, reúne o necessário, e por fim, converte tudo isso em ponto de partida para a construção e ampliação de novas estruturas cognitivas.
"Os projetos de trabalho supõem, um enfoque do ensino que trata de ressuscitar a concepção e as praticas educativas na Escola, para dar respostas (não "a resposta") às mudanças sociais que se produzem nos meninos, meninas e adolescentes e na função da educação e não simplesmente readaptar uma proposta do passado e atualizá-la" (Hernandez, 1998, p 64).
Ao trabalharmos em sala de aula o projeto com o tema “Moradias”, por exemplo, poderemos explorá-lo de várias formas, basta termos organizados seu conteúdo, seus objetivos especificados, o cronograma definido e os tipos de avaliações que serão utilizadas.
Observa-se, durante a pesquisa, que a literatura no ambiente escolar ainda está voltada para a praticidade, ligada ao trabalho com a gramática normativa e decodificação de informações nos textos. No entanto, os educadores têm consciência da importância que a literatura pode vir a ter no desenvolvimento dos alunos.
Verifica-se também, o interesse que a literatura pode despertar entre os educandos e o processo reflexivo que é despertado durante a leitura, reflexão esta que não se limita à intenção do texto, pois é capaz de detonar saberes sobre o mundo e sobre o próprio leitor, induzindo-o à busca por novas leituras e descobertas.
II – OBJETIVOS GERAIS
O objetivo geral deste trabalho além do incentivo contínuo da leitura, buscar desenvolver através de projetos os valores como amor ao próximo e a cidadania.
III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Conhecer e respeitar os diferentes costumes das famílias, grupos e povos.
· Valores, amor e respeito ao próximo.
· Destacar o papel do homem com ser transformador.
· Apresentar os problemas sociais como a falta de moradia.
· Tipos de moradias.
· Incentivar prática da leitura.
IV - JUSTIFICATIVA
O tema deste trabalho tem como objetivos:
· A vivência de cada criança focando o seu grupo social e cultural e valores.
· Incentivar a leitura
· Identificar a função social da leitura e da escrita.
· Desenvolver o espírito de amor e solidariedade vivenciando valores na educação.
Através da história dos Três porquinhos. Com ela o professor poderá desenvolver uma série de atividades a fim de discutir o tema proposto. Ele irá explorar as qualidades dos personagens levando os alunos a refletirem sobre a individualidade de cada um, sobre os tipos de moradias que existem, comentar sobre os problemas sociais como a falta de moradia, conversar com as crianças sobre suas casas, seus costumes, suas famílias observando e fazendo comparações entre as diferenças e semelhanças, incentivar a prática da leitura, fazer com que a criança faça o reconto da história e incluir as outras áreas do conhecimento.
Acreditamos que é importante considerar as práticas de leitura e de escrita como elementos significativos para ampliar a nossa compreensão sobre o objeto de pesquisa proposto. A prática da leitura se faz presente em todos os níveis educacionais desde o período da alfabetização. A escola concebe o livro didático como instrumento básico, como um complemento primeiro às funções pedagógicas exercidas pelo professor.
É por essa razão que o texto escrito é colocado no centro da vivência professor – aluno, despontando como mediador dessa relação e veículo para instigar discussões, reflexões ou novas práticas.
Percebemos que a escola dá um enfoque especial nas atividades de leitura; essa tendência a trabalhar a leitura como uma "ação mecanizada", descontextualizada de seu real sentido, compromete a construção de sentido e significado do texto para os alunos.
V - REVISÃO LITERÁRIA
Gardner considera que um projeto oferece ao aluno a oportunidade de explorar uma idéia, ou construir um produto; essa idéia, ou esse produto foi antes pensado ou imaginado. É por isso que o resultado de um projeto sempre precisa ser significativo para quem o imaginou e o executou.
Os projetos são organizados em torno de temas que intrigam o aluo e oferecem condições para criar laços temáticos entre as disciplinas. As atividades desenvolvidas devem procurar estimular as variedades de inteligências e aplicar diversos recursos para que sejam desenvolvidas habilidades de linguagem, exploração numérica e geométrica, noções de ciências, estudos sociais e artes.
Segundo Barbosa (1999) o projeto de trabalhos pode se caracterizar como um instrumento capaz de romper o ciclo inibitório da aprendizagem e de criar situações que possibilitem a formação de um ciclo de progresso, neste mesmo processo.
Para essa mesma autora "a integração dos termos Projeto de Trabalho completam uma expressão que significa para a psicopedagogia, a montagem de um planejamento, pelo aprendiz, como objetivo de realizar uma ação que o aproxime da aprendizagem, que permita com que viva um processo e possa avaliá-lo tanto em relação ao que foi planejado, quanto no que diz respeito a eficiência do mesmo no auxilia da superação de suas dificuldades (BARBOSA, 1999, p. 18).
A duração de um projeto varia, dependendo do interesse dos alunos pelo tema proposto, dos problemas que surgirem e da própria motivação do grupo para dar ou não continuidade.
Para Gardner, não adianta elaborar projetos maravilhosos de se ver, mas distantes da realidade que se ensina nas escolas, ou mesmo desligados dos assuntos escolares.
Ao longo da execução dos projetos, o professor deve observar o trabalho dos alunos, analisar suas áreas de interesse e desenvolver estratégias para auxiliar cada um a avançar nas áreas em que se mostrar mais frágil. Deve procurar estimular os alunos a planejar, revisar seus trabalhos, cooperar e contribuir com os colegas.
A leitura amplia os conhecimentos do ser humano. É através dela ou mesmo pelo hábito de ler que o indivíduo habilita-se a exercer os conhecimentos culturalmente construídos e dessa forma escala com maior facilidade os novos degraus do ensino, e em conseqüência atinge também sua realização profissional.
Os contos de fadas nem sempre foram da maneira como nós os conhecemos hoje. Mais tarde, foram adaptados pela literatura infantil para ajudar na educação das crianças, pois os contos de fadas mostravam as dificuldades da vida para os seres humanos, principalmente os mais pobres.
A literatura infantil, sem dúvida, tem um papel importante no processo de formação da personalidade da criança.
CUNHA (1997) defende que,
A idéia de que a leitura vai fazer bem à criança ou o jovem, leva-nos a obrigá-los a ler, como lhes impomos a colher de remédio, a injeção, a escova de dentes, a escola. Assim, é comum o menino sentir-se coagido, tendo de submeter-se a uma avaliação, e sendo punido se não cumprir as regras do jogo que ele não definiu, nem entendeu. É a tortura sutil e sem marcas "observáveis a olho nu", de que não nos damos conta (CUNHA, 1997,p.51).
Muitos educadores acreditam que crianças que convivem com um meio letrado, sendo estimuladas a ler, possuem maiores e melhores condições de desenvolver sua criticidade em seu entorno social. Contudo, numa sociedade onde estão presentes a injustiça, a desigualdade, a miséria e a fome não é difícil encontrar pessoas que não têm acesso à informação sistematizada, aos diversos conhecimentos produzidos preferencialmente no interior das escolas.
Se questionados os educadores dirão que atualmente é dever da escola promover a democratização da leitura. Entretanto faz-se necessário analisar como vem ocorrendo a circulação dos textos no ambiente escolar e a produção de sentido sobre os mesmos. Observa-se certa rigidez e controle sobre o ato de leitura e interpretação dos textos na escola.
A atividade com a Literatura Infantil desemboca num momento em que é imprescindível dar relevância ao processo de compreensão, cabendo ao professor detonar as múltiplas visões de cada criação literária. "É a compreensão que complementa a recepção, uma vez que evidencia a captação de um sentido, estabelecendo as relações que existem ente a significação e a situação atual e histórica do leitor". (ZILBERMAN; 1998; p. 24)
VI – RELATÓRIO DA APLICAÇÃO DO “PROJETO MORADIAS”
O Projeto Moradias foi aplicado em uma das salas de educação infantil do “CERI - Prof. Ari Monteiro Galvão”, escola da Rede Municipal de Ensino deste município, com a ajuda da professora titular da sala de aula.
No primeiro momento, cantamos a música “A casa”, de Vinícius de Moraes, perguntamos como era a casa de cada um e os costumes de sua família e sugerimos que desenhassem sobre o que havíamos discutido. Aproveitamos a música e trabalhamos com o alfabeto móvel para “montarmos” palavra “CASA”. Algumas crianças conseguiram “montar” seu próprio nome também, (espontaneamente). A professora pediu aos alunos que pesquisassem em suas casas, gravuras de vários tipos de moradias e trouxessem para a escola para que fosse montado um painel.
Após a montagem do painel fizemos um debate sobre as gravuras das moradias que os alunos trouxeram. Nosso painel foi montado com uma vasta variedade de casas térreas, sobrados, prédios, casas de madeiras (imagens de favelas), palafitas, etc. Questões sobre os aspectos econômicos dos “donos” das moradias foram questionados.
Por residirem em um município do interior do estado de São Paulo e que não possui prédios de apartamentos, (apenas sobrados), muitos alunos ficaram entusiasmados e ao mesmo tempo intrigados com a construção de prédios.
Apesar de já terem visto vários prédios no televisor, os alunos faziam muitas perguntas. Queriam saber “como uma casa consegue ficar em cima da outra e não cair”, “quem inventou o prédio”, “se o morador de um prédio muito alto não cansava para subir as escadas pra chegar ao seu apartamento”, “por que chamavam essa casa de apartamento”, entre outras perguntas.
A aula desse dia foi muito interessante, tanto para nós por vermos o interesse dos alunos pelo assunto como para os alunos, para satisfazerem suas curiosidades. Nesse dia, também demos uma volta no quarteirão da escola com os alunos para compararmos as semelhanças e diferenças entre as casas que vimos.
Elaboramos jogos como o quebra-cabeça com algumas gravuras que sobraram do painel.
Num outro momento, assistimos ao filme dos Três porquinhos onde os alunos puderam fazer comparações sobre as casas que eles construíram, refletiram sobre as atitudes de cada porquinho e do lobo. Os aspectos afetivos dos personagens da história foram questionados também.
A cada etapa do projeto era pedido aos alunos fizessem um registro através de desenhos para depois montarmos um livrinho sobre o tema. Já sobre o filme que assistimos, foi realizada uma dramatização onde os alunos davam uma lição de moral no lobo mau.
Para a finalização do projeto, fizemos uma Feira do Livro com os livrinhos criados por eles e apresentamos a dramatização do filme dos Três porquinhos.
O Projeto foi muito bem aceito pelos alunos, os pais e a escola colaboram em todas as etapas do desenvolvimento do projeto.
Depois desse projeto, as crianças pediam cada vez mais para ler outras histórias infantis.
VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pudemos constatar que, através da aplicação de um projeto bem elaborado é possível trabalhar as diversas áreas do conhecimento de maneira satisfatória.
A leitura para ser produzida "tem que ter sua historia", isto depende da vivência de mundo que cada ser humano possui, seu grau de vivência e condição de vida reflete no seu entendimento, daí a justificativa de que muitas pessoas fazem leituras e escritas diferentes, pois sempre são possíveis novas leituras e escritas.
Concordamos com ZILBERMAN (1998) quando diz que a leitura é infinita como: "o meio de que dispomos para adquirir informações e desenvolver reflexões criticas para a realidade, e, de forma clara e objetiva, conceitua e clarifica o mundo em que vivemos".
O trabalho com projetos torna-se uma metodologia adequada para ajudar na formação de um adulto mais consciente.
A escola é uma instituição que está ligada à sociedade se faz necessário mostrar que sozinha ela não será capaz de educar as gerações que estão por vir. O artigo 27, inciso I da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) referencia a educação baseada em valores ao determinar que os conteúdos curriculares da educação básica devam observar as seguintes diretrizes: “A difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e a ordem democrática”.
A escola tem como papel principal a formação de um cidadão consciente que valorize a postura humana e que essas posturas contribuam para a transformação do nosso planeta para o bem de seus habitantes.
Uma escola de precisa ter certeza do que quer desenvolver em uma criança, para formar uma criança saudável, desenvolver sua capacidade de aprender, de pensar e estabelecer as bases para a formação de uma pessoa ética capaz de conviver num ambiente democrático.
A escola precisa propor atividades que desenvolvam o conhecimento, habilidades, atitudes e valores adequados.
Este trabalho pretende mostrar que através da elaboração de projetos que englobam várias matérias e conhecimentos que eles visam à aprendizagem como um processo global e complexo.
Para elaborar um projeto é preciso saber como e onde queremos chegar, assim saberemos como agir. O tema do projeto deve ser de interesse dos educandos. O professor deve instigar a curiosidade de seus alunos sobre o tema proposto, agindo dessa forma, a avaliação do projeto será positiva e rica.
A função do projeto é a de tornar a aprendizagem real e atrativa para o educando, englobando a educação em um plano de trabalho agradável, sem impor os conteúdos programáticos de forma autoritária
Através do estudo por projetos, o aluno busca e consegue informações, lê, conversa, faz investigações, formula hipóteses, anota dados, calcula, reúne o necessário, e por fim, converte tudo isso em ponto de partida para a construção e ampliação de novas estruturas cognitivas.
"Os projetos de trabalho supõem, um enfoque do ensino que trata de ressuscitar a concepção e as praticas educativas na Escola, para dar respostas (não "a resposta") às mudanças sociais que se produzem nos meninos, meninas e adolescentes e na função da educação e não simplesmente readaptar uma proposta do passado e atualizá-la" (Hernandez, 1998, p 64).
Ao trabalharmos em sala de aula o projeto com o tema “Moradias”, por exemplo, poderemos explorá-lo de várias formas, basta termos organizados seu conteúdo, seus objetivos especificados, o cronograma definido e os tipos de avaliações que serão utilizadas.
Observa-se, durante a pesquisa, que a literatura no ambiente escolar ainda está voltada para a praticidade, ligada ao trabalho com a gramática normativa e decodificação de informações nos textos. No entanto, os educadores têm consciência da importância que a literatura pode vir a ter no desenvolvimento dos alunos.
Verifica-se também, o interesse que a literatura pode despertar entre os educandos e o processo reflexivo que é despertado durante a leitura, reflexão esta que não se limita à intenção do texto, pois é capaz de detonar saberes sobre o mundo e sobre o próprio leitor, induzindo-o à busca por novas leituras e descobertas.
II – OBJETIVOS GERAIS
O objetivo geral deste trabalho além do incentivo contínuo da leitura, buscar desenvolver através de projetos os valores como amor ao próximo e a cidadania.
III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Conhecer e respeitar os diferentes costumes das famílias, grupos e povos.
· Valores, amor e respeito ao próximo.
· Destacar o papel do homem com ser transformador.
· Apresentar os problemas sociais como a falta de moradia.
· Tipos de moradias.
· Incentivar prática da leitura.
IV - JUSTIFICATIVA
O tema deste trabalho tem como objetivos:
· A vivência de cada criança focando o seu grupo social e cultural e valores.
· Incentivar a leitura
· Identificar a função social da leitura e da escrita.
· Desenvolver o espírito de amor e solidariedade vivenciando valores na educação.
Através da história dos Três porquinhos. Com ela o professor poderá desenvolver uma série de atividades a fim de discutir o tema proposto. Ele irá explorar as qualidades dos personagens levando os alunos a refletirem sobre a individualidade de cada um, sobre os tipos de moradias que existem, comentar sobre os problemas sociais como a falta de moradia, conversar com as crianças sobre suas casas, seus costumes, suas famílias observando e fazendo comparações entre as diferenças e semelhanças, incentivar a prática da leitura, fazer com que a criança faça o reconto da história e incluir as outras áreas do conhecimento.
Acreditamos que é importante considerar as práticas de leitura e de escrita como elementos significativos para ampliar a nossa compreensão sobre o objeto de pesquisa proposto. A prática da leitura se faz presente em todos os níveis educacionais desde o período da alfabetização. A escola concebe o livro didático como instrumento básico, como um complemento primeiro às funções pedagógicas exercidas pelo professor.
É por essa razão que o texto escrito é colocado no centro da vivência professor – aluno, despontando como mediador dessa relação e veículo para instigar discussões, reflexões ou novas práticas.
Percebemos que a escola dá um enfoque especial nas atividades de leitura; essa tendência a trabalhar a leitura como uma "ação mecanizada", descontextualizada de seu real sentido, compromete a construção de sentido e significado do texto para os alunos.
V - REVISÃO LITERÁRIA
Gardner considera que um projeto oferece ao aluno a oportunidade de explorar uma idéia, ou construir um produto; essa idéia, ou esse produto foi antes pensado ou imaginado. É por isso que o resultado de um projeto sempre precisa ser significativo para quem o imaginou e o executou.
Os projetos são organizados em torno de temas que intrigam o aluo e oferecem condições para criar laços temáticos entre as disciplinas. As atividades desenvolvidas devem procurar estimular as variedades de inteligências e aplicar diversos recursos para que sejam desenvolvidas habilidades de linguagem, exploração numérica e geométrica, noções de ciências, estudos sociais e artes.
Segundo Barbosa (1999) o projeto de trabalhos pode se caracterizar como um instrumento capaz de romper o ciclo inibitório da aprendizagem e de criar situações que possibilitem a formação de um ciclo de progresso, neste mesmo processo.
Para essa mesma autora "a integração dos termos Projeto de Trabalho completam uma expressão que significa para a psicopedagogia, a montagem de um planejamento, pelo aprendiz, como objetivo de realizar uma ação que o aproxime da aprendizagem, que permita com que viva um processo e possa avaliá-lo tanto em relação ao que foi planejado, quanto no que diz respeito a eficiência do mesmo no auxilia da superação de suas dificuldades (BARBOSA, 1999, p. 18).
A duração de um projeto varia, dependendo do interesse dos alunos pelo tema proposto, dos problemas que surgirem e da própria motivação do grupo para dar ou não continuidade.
Para Gardner, não adianta elaborar projetos maravilhosos de se ver, mas distantes da realidade que se ensina nas escolas, ou mesmo desligados dos assuntos escolares.
Ao longo da execução dos projetos, o professor deve observar o trabalho dos alunos, analisar suas áreas de interesse e desenvolver estratégias para auxiliar cada um a avançar nas áreas em que se mostrar mais frágil. Deve procurar estimular os alunos a planejar, revisar seus trabalhos, cooperar e contribuir com os colegas.
A leitura amplia os conhecimentos do ser humano. É através dela ou mesmo pelo hábito de ler que o indivíduo habilita-se a exercer os conhecimentos culturalmente construídos e dessa forma escala com maior facilidade os novos degraus do ensino, e em conseqüência atinge também sua realização profissional.
Os contos de fadas nem sempre foram da maneira como nós os conhecemos hoje. Mais tarde, foram adaptados pela literatura infantil para ajudar na educação das crianças, pois os contos de fadas mostravam as dificuldades da vida para os seres humanos, principalmente os mais pobres.
A literatura infantil, sem dúvida, tem um papel importante no processo de formação da personalidade da criança.
CUNHA (1997) defende que,
A idéia de que a leitura vai fazer bem à criança ou o jovem, leva-nos a obrigá-los a ler, como lhes impomos a colher de remédio, a injeção, a escova de dentes, a escola. Assim, é comum o menino sentir-se coagido, tendo de submeter-se a uma avaliação, e sendo punido se não cumprir as regras do jogo que ele não definiu, nem entendeu. É a tortura sutil e sem marcas "observáveis a olho nu", de que não nos damos conta (CUNHA, 1997,p.51).
Muitos educadores acreditam que crianças que convivem com um meio letrado, sendo estimuladas a ler, possuem maiores e melhores condições de desenvolver sua criticidade em seu entorno social. Contudo, numa sociedade onde estão presentes a injustiça, a desigualdade, a miséria e a fome não é difícil encontrar pessoas que não têm acesso à informação sistematizada, aos diversos conhecimentos produzidos preferencialmente no interior das escolas.
Se questionados os educadores dirão que atualmente é dever da escola promover a democratização da leitura. Entretanto faz-se necessário analisar como vem ocorrendo a circulação dos textos no ambiente escolar e a produção de sentido sobre os mesmos. Observa-se certa rigidez e controle sobre o ato de leitura e interpretação dos textos na escola.
A atividade com a Literatura Infantil desemboca num momento em que é imprescindível dar relevância ao processo de compreensão, cabendo ao professor detonar as múltiplas visões de cada criação literária. "É a compreensão que complementa a recepção, uma vez que evidencia a captação de um sentido, estabelecendo as relações que existem ente a significação e a situação atual e histórica do leitor". (ZILBERMAN; 1998; p. 24)
VI – RELATÓRIO DA APLICAÇÃO DO “PROJETO MORADIAS”
O Projeto Moradias foi aplicado em uma das salas de educação infantil do “CERI - Prof. Ari Monteiro Galvão”, escola da Rede Municipal de Ensino deste município, com a ajuda da professora titular da sala de aula.
No primeiro momento, cantamos a música “A casa”, de Vinícius de Moraes, perguntamos como era a casa de cada um e os costumes de sua família e sugerimos que desenhassem sobre o que havíamos discutido. Aproveitamos a música e trabalhamos com o alfabeto móvel para “montarmos” palavra “CASA”. Algumas crianças conseguiram “montar” seu próprio nome também, (espontaneamente). A professora pediu aos alunos que pesquisassem em suas casas, gravuras de vários tipos de moradias e trouxessem para a escola para que fosse montado um painel.
Após a montagem do painel fizemos um debate sobre as gravuras das moradias que os alunos trouxeram. Nosso painel foi montado com uma vasta variedade de casas térreas, sobrados, prédios, casas de madeiras (imagens de favelas), palafitas, etc. Questões sobre os aspectos econômicos dos “donos” das moradias foram questionados.
Por residirem em um município do interior do estado de São Paulo e que não possui prédios de apartamentos, (apenas sobrados), muitos alunos ficaram entusiasmados e ao mesmo tempo intrigados com a construção de prédios.
Apesar de já terem visto vários prédios no televisor, os alunos faziam muitas perguntas. Queriam saber “como uma casa consegue ficar em cima da outra e não cair”, “quem inventou o prédio”, “se o morador de um prédio muito alto não cansava para subir as escadas pra chegar ao seu apartamento”, “por que chamavam essa casa de apartamento”, entre outras perguntas.
A aula desse dia foi muito interessante, tanto para nós por vermos o interesse dos alunos pelo assunto como para os alunos, para satisfazerem suas curiosidades. Nesse dia, também demos uma volta no quarteirão da escola com os alunos para compararmos as semelhanças e diferenças entre as casas que vimos.
Elaboramos jogos como o quebra-cabeça com algumas gravuras que sobraram do painel.
Num outro momento, assistimos ao filme dos Três porquinhos onde os alunos puderam fazer comparações sobre as casas que eles construíram, refletiram sobre as atitudes de cada porquinho e do lobo. Os aspectos afetivos dos personagens da história foram questionados também.
A cada etapa do projeto era pedido aos alunos fizessem um registro através de desenhos para depois montarmos um livrinho sobre o tema. Já sobre o filme que assistimos, foi realizada uma dramatização onde os alunos davam uma lição de moral no lobo mau.
Para a finalização do projeto, fizemos uma Feira do Livro com os livrinhos criados por eles e apresentamos a dramatização do filme dos Três porquinhos.
O Projeto foi muito bem aceito pelos alunos, os pais e a escola colaboram em todas as etapas do desenvolvimento do projeto.
Depois desse projeto, as crianças pediam cada vez mais para ler outras histórias infantis.
VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pudemos constatar que, através da aplicação de um projeto bem elaborado é possível trabalhar as diversas áreas do conhecimento de maneira satisfatória.
A leitura para ser produzida "tem que ter sua historia", isto depende da vivência de mundo que cada ser humano possui, seu grau de vivência e condição de vida reflete no seu entendimento, daí a justificativa de que muitas pessoas fazem leituras e escritas diferentes, pois sempre são possíveis novas leituras e escritas.
Concordamos com ZILBERMAN (1998) quando diz que a leitura é infinita como: "o meio de que dispomos para adquirir informações e desenvolver reflexões criticas para a realidade, e, de forma clara e objetiva, conceitua e clarifica o mundo em que vivemos".
O trabalho com projetos torna-se uma metodologia adequada para ajudar na formação de um adulto mais consciente.
Marcadores:
Projeto
Projeto "EU SOU ASSIM"
I - INTRODUÇÃO
Muitas escolas têm em seu Projeto Político Pedagógico a proposta de desenvolver vários projetos durante o ano letivo e alguns professores sentem certa dificuldade em trabalhar com projetos.
Pensando nisso, através deste trabalho faremos o possível para esclarecer alguns pontos do trabalho com projetos.
Projeto é um conjunto ordenado de atividades estruturadas e articuladas para a consecução de um objeto educativo em relação a um conteúdo concreto. É uma maneira de organizar e realizar as atividades de um tema pré-estabelecido. Ao elaborarmos um projeto temos que ter os objetivos definidos para podermos alcançar o resultado esperado.
Para que a realização de um projeto tenha um resultado satisfatório, é preciso que todos os professores e a equipe pedagógica da escola devem estar envolvidos em todas as etapas do projeto e sempre que possível, devem envolver a comunidade também.
Os projetos pedagógicos escolares envolvem mais de uma área do conhecimento, pois pode ser trabalhado de forma interdisciplinar.
Nos dias atuais, a formulação de projetos torna-se indispensável, dada a complexidade dos problemas sócio-culturais, políticos e econômicos das sociedades. Nessa perspectiva, profissionais da educação se posicionam diante da necessidade de desenvolver seu trabalho em forma de projetos, que, podem ser situados como "uma proposta de intervenção pedagógica que da a atividade de aprender em sentido novo, onde as necessidades de aprendizagem afloram na tentativa de se resolver situações problemáticas”.
(Escola Plural, 1995).
Diante desse contexto são muitos os desafios que se colocam para a escola. É preciso formar homens investigadores, autônomos e gerenciadores de informações, conscientes e participativos na sociedade e não acumuladores de conhecimentos.
A importância deste estudo se apresenta aqui no sentido de despertar no educador uma reflexão urgente e necessária a respeito de sua prática pedagógica. Ao mesmo tempo em que contribui para a concepção de uma construção de trabalho em que o professor, diante de novas realidades, encontre subsídios para uma postura criadora, profunda e produtiva, também possibilita redimensionar o seu papel no processo educativo.
A metodologia de ensino deve ser encarada como um meio e não como um fim, devendo conduzir o educando à auto-educação, à autonomia, à emancipação intelectual. Tem como objetivo dirigir a aprendizagem do educando para que este incorpore em seu pensamento normas, atitudes e valores que o tornem um cidadão participante.
A metodologia, o modo de trabalhar com projetos não pode ser rígido, a situação de cada momento orienta a etapa seguinte do trabalho. No entanto, isso não significa que o trabalho deva ser improvisado; é importante planejar o que vai ser feito a cada dia, qual o material necessário a cada etapa do projeto, aonde ir quem procurar para efetuar consultas, obter informações e ajuda necessária para resolver as questões sugeridas ao longo da elaboração e orientação do projeto.
Metodologia do ensino é o conjunto de procedimentos didáticos, expressos pelos métodos e técnicas de ensino que visam levar a um bom termo a ação didática, que é alcançar, os objetivos de ensino e consequentemente, os da educação, com o máximo de rendimento. (NERICI, 1989. p.54)
Na execução dos projetos, fica explicita a possibilidade de mobilizar diferentes áreas do conhecimento para atingir os objetivos traçados e resolver os problemas que surgem. A interação entre as áreas do conhecimento ocorre naturalmente, gerada por uma necessidade real.
II - OBJETIVOS GERAIS
Este projeto teve como objetivo a descoberta da identidade da criança, suas características, habilidades, preferências, necessidades e o incentivo à higiene e o conhecimento do corpo humano.
Entender que a vida é um processo de continuidade do passado e do presente.
Organizar a sua história de vida.
Reconhecer-se como ser único, sujeito histórico-social.
Reconhecer a importância dos relatos pessoais na construção da história.
Buscar mais informações sobre a história (origem) da sua família.
Conhecer a história de vida dos colegas através de relatos apresentados pelos mesmos.
Identificar as fases de vida do ser humano.
Respeitar regras de convivência em grupo.
Estabelecer correspondência entre partes do oral e partes do escrito, ajustando o que sabem de cor à escrita convencional.
· Acionar estratégias de leitura que permitam descobrir o que está escrito e onde.
· Registrar e reconhecer o próprio nome e dos/as colegas. Reconhecer o uso funcional do texto.
· Ler e reler textos que os alunos conhecem de memória, fazendo correspondência entre a oralidade e a escrita. Ampliar o vocabulário dos alunos e promover a aquisição das bases alfabéticas (alfabetizandos/as não-alfabéticos/as) e ortográficas (alfabetizandos/as alfabéticos/as).
· Reconhecer o uso funcional do texto.
III - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Experimentar situações onde possa explorar e conhecer a si mesmo e o mundo, por meio de descobertas e novos desafios.
Possibilitar que a criança construa a sua identidade e autonomia, por meio das brincadeiras, das interações socioculturais e da vivência de diferentes situações.
Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo e compreender os órgãos dos sentidos.
Identificar os membros de sua família.
Desenvolver a independência, a autoconfiança e a auto-estima.
Identificar e conhecer os membros de sua família.
Saber a origem e o significado do próprio nome.
Conhecer e identificar a data de aniversário.
VI – JUSTIFICATIVA
Este projeto foi elaborado com a finalidade de proporcionar aos alunos um maior conhecimento de si mesmo visando oportunizar a criança o conhecimento da sua história de vida, sua origem, suas preferências e o compartilhamento de fatores que favoreçam o seu desenvolvimento físico, histórico e social. Explorar o ambiente, manifestando interesse e curiosidade pelo mundo social, natural e cultural. Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo.
O professor que trabalha com projetos faz sua aula se tornar mais interessante mais rica e mais prazerosa.
Com os projetos, os alunos são estimulados a:
Empreender ações;
Buscar soluções para os problemas;
Exercitar a criatividade e a autonomia;
Trabalhar em equipe;
Aprender de maneira prática e significativa.
Desenvolver a leitura e a escrita.
Incentivar a pesquisa.
Todas as atividades que serão propostas deverão possibilitar que os alunos adquiriam um maior conhecimento de si próprios e de sua família em geral, como saber que todos possuem um nome, uma identidade e que fazem parte de uma sociedade.
Trabalhar com projetos significa ensinar de uma maneira diferente levando os alunos a refletirem sobre o que estão pesquisando e aprendendo focando as diferentes áreas do conhecimento.
A partir do momento em que o aluno comece a vivenciar o que está aprendendo, o projeto se tornará uma peça muito significativa tanto para ele como para seu aprendizado.
V - REVISÃO LITERÁRIA
Durante seu desenvolvimento, todas as crianças passam por várias etapas, seu modo de agir, de pensar, de brincar, de falar, tudo vai se modificando. Conforme vai se desenvolvendo, a criança vai reconhecendo seu lugar dentro da sociedade em que vive.
Através da convivência com outras pessoas, sua personalidade vai se formando gradativamente e a educação infantil tem uma grande influência nessa formação da criança refletindo na formação de um ser humano que interagem no meio em que vive.
Trabalhando com projetos, poderá ser estabelecido suportes básicos que facilitem a aprendizagem da criança e que favoreçam relações significativas com seus pares e consigo mesma.
No trabalho com projetos, tanto professor como o aluno irão aprender o processo de produzir, de pesquisar e de criar relações que o levem a buscar sempre novas descobertas, novos conhecimentos.
(...) Na dimensão pedagógica reside à possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. "Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade."
(Veiga, 1995)
Para trabalhar co projetos, o professor precisa considerar alguns aspectos fundamentais como as possibilidades de desenvolvimento de seus alunos; as dinâmicas sociais do contexto em que atua e as possibilidades de sua mediação pedagógica.
Segundo Hernández (1988), o trabalho por projetos requer mudanças na concepção de ensino e aprendizagem e, conseqüentemente, na postura do professor. O autor enfatiza que o trabalho por projeto “não deve ser visto como uma opção puramente metodológica, mas como uma maneira de repensar a função da escola”.
O tema de um projeto deve ser escolhido pelo professor, pois ele é quem sabe dos conteúdos que precisa trabalhar em sala de aula não esquecendo que os alunos também poderão opinar sobre os temas que mais lhes interessem.
O trabalho com projetos deve permitir que os alunos aprendam fazendo e que reconheçam a sua capacidade para aprender ou fazer aquilo que ele mesmo pode produzir. O aluno precisa assimilar as informações adquiridas, tomar decisões, aprender a trabalhar em grupo e aceitar a opinião do outro.
Ao trabalhar com projetos em sala de aula, o professor estará potencializando a aprendizagem de seus alunos em diferentes áreas do conhecimento simultaneamente, assim como poderá lançar mão de vários recursos, pois estará possibilitando ao aluno que recontextualize o que já aprendeu e que estabeleça relações significativas entre esses conhecimentos adquiridos.
A Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 fixam a autonomia dos entes federados – a União, os Estados, O Distrito Federal e os Municípios – na formação e implantação de uma política educacional para a rede de escolas abrangidas pelo sistema municipal d ensino. O Artigo 2º da Lei 10.172 de 2001, que estabelece o Plano Nacional de Educação, determina que os municípios elaborem os planos municipais em consonância com o Nacional.
De acordo com as determinações legais, o município de São Miguel Arcanjo elaborou seu Plano Municipal de Educação no ano de 2007, visando assegurar uma educação de qualidade a todas as crianças para permitir o pleno desenvolvimento dos educandos do município. Para tanto, a secretaria municipal de Educação e a Oficina Pedagógica elaboraram o Planejamento anual em conjunto com os professores da rede municipal de ensino tendo como base os Parâmetros Curriculares Nacionais, em todas as disciplinas seguindo os princípios da LDB.
As Unidades Escolares, por sua vez, contam com a autonomia de desenvolver dentro de seus Projetos Políticos Pedagógicos, projetos voltados às necessidades de sua clientela, pois o trabalho educacional através de projetos permite o desenvolvimento de temas importantes, de forma lúdica e atividades práticas, proporcionando vivencias valiosas e contribuindo para aprendizagens significativas em diversas áreas do conhecimento. É preciso ressaltar, no entanto, que as ações educativas através de projetos não são impostas e também não contemplam todas as Diretrizes Educacionais Propostas do Município de São Miguel Arcanjo, representando somente parte delas.
VI – TRABALHANDO O PROJETO “EU SOU ASSIM” EM SALA DE AULA
Visando oportunizar o conhecimento histórico da própria vida, elaborou-se o Projeto “Eu sou assim”, com intuito de levar a criança a conhecer seu próprio nome, sua origem, suas preferências e o compartilhamento de fatores que favorecem o seu desenvolvimento físico, histórico e social.
O projeto tem por objetivo levar a criança a familiarizar-se com a sua história de vida, despertar-lhe o sentimento de auto-estima, conhecer a si mesmo e o mundo por meio de descobertas e novos desafios, possibilitar que a criança construa a sua identidade e autonomia, por meio das brincadeiras, das interações socioculturais e da vivência de diferentes situações; levar a criança a familiarizar-se com a imagem do próprio corpo e compreender os órgãos dos sentidos, identificar os membros de sua família e saber a origem e o significado do próprio nome.
Demos início ao projeto, primeiramente realizando uma roda de conversa fazendo com que os alunos contassem tudo o que sabiam sobre a sua história de vida. Alguns alunos não conseguiram responder muitas das indagações que fizemos.
Pedimos que os alunos perguntassem aos seus pais sobre a escolha de seu nome, a origem e o significado. Pedimos também que trouxessem os nomes das pessoas que fazem parte de suas famílias para montarmos a árvore genealógica de cada aluno. Esta atividade levou mais tempo para ser realizada por envolver a família do aluno.
Confeccionamos um cartaz com as fotografias dos alunos e pedimos que eles escrevessem seus nomes em um cartão para que colocássemos abaixo da sua fotografia e depois fizemos a leitura das fotos. Perguntamos a cada aluno onde e quando foram tiradas as fotos, com quem estavam, etc.
Os alunos fizeram um autorretrato e aproveitamos para fazer um quebra-cabeça. Também utilizamos os nomes dos alunos da classe para fazer caça-palavras, cruzadinhas e bingo de nomes entre outras atividades.
Os pais colaboraram com o projeto ajudando seus filhos nas pesquisas e montamos um livrinho onde continha as preferências de cada aluno como: brincadeiras preferidas, comida que mais gostam, o que eles não gostam, desenhos que gostam de assistir, suas alegrias e seus medos, etc. Tudo registrado principalmente através de desenhos recortes e colagens.
Elaboramos um pequeno texto onde as crianças completaram as lacunas com seus dados pessoais. Consideramos esse projeto um eixo muito importante na construção da identidade do indivíduo.
Os pais ficaram muito orgulhosos ao verem as produções de seus filhos no dia da exposição das atividades.
VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desenvolvimento do projeto foi muito gratificante e atingiu a todos os objetivos propostos. Os alunos aprenderam que cada pessoa é única e que existem diferenças de gostos, idéias, cor e raça.
Os alunos participaram ativamente das realizações das atividades e de uma forma prazerosa. Pudemos observar o avanço de cada aluno na leitura e na escrita. Vimos também que é possível trabalhar um só tema de forma interdisciplinar e obter resultados satisfatórios.
No desenvolvimento de um projeto, o professor passa a ser o mediador da aprendizagem, onde procura dar um novo direcionamento a sua prática pedagógica, buscando melhorar as bases educacionais.
A educação deve ser voltada para a realidade e para as necessidades dos alunos e o Trabalho com Projetos pode suprir essa necessidade, reestruturando a pratica de ensino e as posturas do educador, tornando a educação uma prática efetiva onde o aluno e o professor possam se realizar cada um na sua função, sendo o professor um mediador do conhecimento e não um detentor de todo o saber.
Muitas escolas têm em seu Projeto Político Pedagógico a proposta de desenvolver vários projetos durante o ano letivo e alguns professores sentem certa dificuldade em trabalhar com projetos.
Pensando nisso, através deste trabalho faremos o possível para esclarecer alguns pontos do trabalho com projetos.
Projeto é um conjunto ordenado de atividades estruturadas e articuladas para a consecução de um objeto educativo em relação a um conteúdo concreto. É uma maneira de organizar e realizar as atividades de um tema pré-estabelecido. Ao elaborarmos um projeto temos que ter os objetivos definidos para podermos alcançar o resultado esperado.
Para que a realização de um projeto tenha um resultado satisfatório, é preciso que todos os professores e a equipe pedagógica da escola devem estar envolvidos em todas as etapas do projeto e sempre que possível, devem envolver a comunidade também.
Os projetos pedagógicos escolares envolvem mais de uma área do conhecimento, pois pode ser trabalhado de forma interdisciplinar.
Nos dias atuais, a formulação de projetos torna-se indispensável, dada a complexidade dos problemas sócio-culturais, políticos e econômicos das sociedades. Nessa perspectiva, profissionais da educação se posicionam diante da necessidade de desenvolver seu trabalho em forma de projetos, que, podem ser situados como "uma proposta de intervenção pedagógica que da a atividade de aprender em sentido novo, onde as necessidades de aprendizagem afloram na tentativa de se resolver situações problemáticas”.
(Escola Plural, 1995).
Diante desse contexto são muitos os desafios que se colocam para a escola. É preciso formar homens investigadores, autônomos e gerenciadores de informações, conscientes e participativos na sociedade e não acumuladores de conhecimentos.
A importância deste estudo se apresenta aqui no sentido de despertar no educador uma reflexão urgente e necessária a respeito de sua prática pedagógica. Ao mesmo tempo em que contribui para a concepção de uma construção de trabalho em que o professor, diante de novas realidades, encontre subsídios para uma postura criadora, profunda e produtiva, também possibilita redimensionar o seu papel no processo educativo.
A metodologia de ensino deve ser encarada como um meio e não como um fim, devendo conduzir o educando à auto-educação, à autonomia, à emancipação intelectual. Tem como objetivo dirigir a aprendizagem do educando para que este incorpore em seu pensamento normas, atitudes e valores que o tornem um cidadão participante.
A metodologia, o modo de trabalhar com projetos não pode ser rígido, a situação de cada momento orienta a etapa seguinte do trabalho. No entanto, isso não significa que o trabalho deva ser improvisado; é importante planejar o que vai ser feito a cada dia, qual o material necessário a cada etapa do projeto, aonde ir quem procurar para efetuar consultas, obter informações e ajuda necessária para resolver as questões sugeridas ao longo da elaboração e orientação do projeto.
Metodologia do ensino é o conjunto de procedimentos didáticos, expressos pelos métodos e técnicas de ensino que visam levar a um bom termo a ação didática, que é alcançar, os objetivos de ensino e consequentemente, os da educação, com o máximo de rendimento. (NERICI, 1989. p.54)
Na execução dos projetos, fica explicita a possibilidade de mobilizar diferentes áreas do conhecimento para atingir os objetivos traçados e resolver os problemas que surgem. A interação entre as áreas do conhecimento ocorre naturalmente, gerada por uma necessidade real.
II - OBJETIVOS GERAIS
Este projeto teve como objetivo a descoberta da identidade da criança, suas características, habilidades, preferências, necessidades e o incentivo à higiene e o conhecimento do corpo humano.
Entender que a vida é um processo de continuidade do passado e do presente.
Organizar a sua história de vida.
Reconhecer-se como ser único, sujeito histórico-social.
Reconhecer a importância dos relatos pessoais na construção da história.
Buscar mais informações sobre a história (origem) da sua família.
Conhecer a história de vida dos colegas através de relatos apresentados pelos mesmos.
Identificar as fases de vida do ser humano.
Respeitar regras de convivência em grupo.
Estabelecer correspondência entre partes do oral e partes do escrito, ajustando o que sabem de cor à escrita convencional.
· Acionar estratégias de leitura que permitam descobrir o que está escrito e onde.
· Registrar e reconhecer o próprio nome e dos/as colegas. Reconhecer o uso funcional do texto.
· Ler e reler textos que os alunos conhecem de memória, fazendo correspondência entre a oralidade e a escrita. Ampliar o vocabulário dos alunos e promover a aquisição das bases alfabéticas (alfabetizandos/as não-alfabéticos/as) e ortográficas (alfabetizandos/as alfabéticos/as).
· Reconhecer o uso funcional do texto.
III - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Experimentar situações onde possa explorar e conhecer a si mesmo e o mundo, por meio de descobertas e novos desafios.
Possibilitar que a criança construa a sua identidade e autonomia, por meio das brincadeiras, das interações socioculturais e da vivência de diferentes situações.
Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo e compreender os órgãos dos sentidos.
Identificar os membros de sua família.
Desenvolver a independência, a autoconfiança e a auto-estima.
Identificar e conhecer os membros de sua família.
Saber a origem e o significado do próprio nome.
Conhecer e identificar a data de aniversário.
VI – JUSTIFICATIVA
Este projeto foi elaborado com a finalidade de proporcionar aos alunos um maior conhecimento de si mesmo visando oportunizar a criança o conhecimento da sua história de vida, sua origem, suas preferências e o compartilhamento de fatores que favoreçam o seu desenvolvimento físico, histórico e social. Explorar o ambiente, manifestando interesse e curiosidade pelo mundo social, natural e cultural. Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo.
O professor que trabalha com projetos faz sua aula se tornar mais interessante mais rica e mais prazerosa.
Com os projetos, os alunos são estimulados a:
Empreender ações;
Buscar soluções para os problemas;
Exercitar a criatividade e a autonomia;
Trabalhar em equipe;
Aprender de maneira prática e significativa.
Desenvolver a leitura e a escrita.
Incentivar a pesquisa.
Todas as atividades que serão propostas deverão possibilitar que os alunos adquiriam um maior conhecimento de si próprios e de sua família em geral, como saber que todos possuem um nome, uma identidade e que fazem parte de uma sociedade.
Trabalhar com projetos significa ensinar de uma maneira diferente levando os alunos a refletirem sobre o que estão pesquisando e aprendendo focando as diferentes áreas do conhecimento.
A partir do momento em que o aluno comece a vivenciar o que está aprendendo, o projeto se tornará uma peça muito significativa tanto para ele como para seu aprendizado.
V - REVISÃO LITERÁRIA
Durante seu desenvolvimento, todas as crianças passam por várias etapas, seu modo de agir, de pensar, de brincar, de falar, tudo vai se modificando. Conforme vai se desenvolvendo, a criança vai reconhecendo seu lugar dentro da sociedade em que vive.
Através da convivência com outras pessoas, sua personalidade vai se formando gradativamente e a educação infantil tem uma grande influência nessa formação da criança refletindo na formação de um ser humano que interagem no meio em que vive.
Trabalhando com projetos, poderá ser estabelecido suportes básicos que facilitem a aprendizagem da criança e que favoreçam relações significativas com seus pares e consigo mesma.
No trabalho com projetos, tanto professor como o aluno irão aprender o processo de produzir, de pesquisar e de criar relações que o levem a buscar sempre novas descobertas, novos conhecimentos.
(...) Na dimensão pedagógica reside à possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. "Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade."
(Veiga, 1995)
Para trabalhar co projetos, o professor precisa considerar alguns aspectos fundamentais como as possibilidades de desenvolvimento de seus alunos; as dinâmicas sociais do contexto em que atua e as possibilidades de sua mediação pedagógica.
Segundo Hernández (1988), o trabalho por projetos requer mudanças na concepção de ensino e aprendizagem e, conseqüentemente, na postura do professor. O autor enfatiza que o trabalho por projeto “não deve ser visto como uma opção puramente metodológica, mas como uma maneira de repensar a função da escola”.
O tema de um projeto deve ser escolhido pelo professor, pois ele é quem sabe dos conteúdos que precisa trabalhar em sala de aula não esquecendo que os alunos também poderão opinar sobre os temas que mais lhes interessem.
O trabalho com projetos deve permitir que os alunos aprendam fazendo e que reconheçam a sua capacidade para aprender ou fazer aquilo que ele mesmo pode produzir. O aluno precisa assimilar as informações adquiridas, tomar decisões, aprender a trabalhar em grupo e aceitar a opinião do outro.
Ao trabalhar com projetos em sala de aula, o professor estará potencializando a aprendizagem de seus alunos em diferentes áreas do conhecimento simultaneamente, assim como poderá lançar mão de vários recursos, pois estará possibilitando ao aluno que recontextualize o que já aprendeu e que estabeleça relações significativas entre esses conhecimentos adquiridos.
A Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 fixam a autonomia dos entes federados – a União, os Estados, O Distrito Federal e os Municípios – na formação e implantação de uma política educacional para a rede de escolas abrangidas pelo sistema municipal d ensino. O Artigo 2º da Lei 10.172 de 2001, que estabelece o Plano Nacional de Educação, determina que os municípios elaborem os planos municipais em consonância com o Nacional.
De acordo com as determinações legais, o município de São Miguel Arcanjo elaborou seu Plano Municipal de Educação no ano de 2007, visando assegurar uma educação de qualidade a todas as crianças para permitir o pleno desenvolvimento dos educandos do município. Para tanto, a secretaria municipal de Educação e a Oficina Pedagógica elaboraram o Planejamento anual em conjunto com os professores da rede municipal de ensino tendo como base os Parâmetros Curriculares Nacionais, em todas as disciplinas seguindo os princípios da LDB.
As Unidades Escolares, por sua vez, contam com a autonomia de desenvolver dentro de seus Projetos Políticos Pedagógicos, projetos voltados às necessidades de sua clientela, pois o trabalho educacional através de projetos permite o desenvolvimento de temas importantes, de forma lúdica e atividades práticas, proporcionando vivencias valiosas e contribuindo para aprendizagens significativas em diversas áreas do conhecimento. É preciso ressaltar, no entanto, que as ações educativas através de projetos não são impostas e também não contemplam todas as Diretrizes Educacionais Propostas do Município de São Miguel Arcanjo, representando somente parte delas.
VI – TRABALHANDO O PROJETO “EU SOU ASSIM” EM SALA DE AULA
Visando oportunizar o conhecimento histórico da própria vida, elaborou-se o Projeto “Eu sou assim”, com intuito de levar a criança a conhecer seu próprio nome, sua origem, suas preferências e o compartilhamento de fatores que favorecem o seu desenvolvimento físico, histórico e social.
O projeto tem por objetivo levar a criança a familiarizar-se com a sua história de vida, despertar-lhe o sentimento de auto-estima, conhecer a si mesmo e o mundo por meio de descobertas e novos desafios, possibilitar que a criança construa a sua identidade e autonomia, por meio das brincadeiras, das interações socioculturais e da vivência de diferentes situações; levar a criança a familiarizar-se com a imagem do próprio corpo e compreender os órgãos dos sentidos, identificar os membros de sua família e saber a origem e o significado do próprio nome.
Demos início ao projeto, primeiramente realizando uma roda de conversa fazendo com que os alunos contassem tudo o que sabiam sobre a sua história de vida. Alguns alunos não conseguiram responder muitas das indagações que fizemos.
Pedimos que os alunos perguntassem aos seus pais sobre a escolha de seu nome, a origem e o significado. Pedimos também que trouxessem os nomes das pessoas que fazem parte de suas famílias para montarmos a árvore genealógica de cada aluno. Esta atividade levou mais tempo para ser realizada por envolver a família do aluno.
Confeccionamos um cartaz com as fotografias dos alunos e pedimos que eles escrevessem seus nomes em um cartão para que colocássemos abaixo da sua fotografia e depois fizemos a leitura das fotos. Perguntamos a cada aluno onde e quando foram tiradas as fotos, com quem estavam, etc.
Os alunos fizeram um autorretrato e aproveitamos para fazer um quebra-cabeça. Também utilizamos os nomes dos alunos da classe para fazer caça-palavras, cruzadinhas e bingo de nomes entre outras atividades.
Os pais colaboraram com o projeto ajudando seus filhos nas pesquisas e montamos um livrinho onde continha as preferências de cada aluno como: brincadeiras preferidas, comida que mais gostam, o que eles não gostam, desenhos que gostam de assistir, suas alegrias e seus medos, etc. Tudo registrado principalmente através de desenhos recortes e colagens.
Elaboramos um pequeno texto onde as crianças completaram as lacunas com seus dados pessoais. Consideramos esse projeto um eixo muito importante na construção da identidade do indivíduo.
Os pais ficaram muito orgulhosos ao verem as produções de seus filhos no dia da exposição das atividades.
VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desenvolvimento do projeto foi muito gratificante e atingiu a todos os objetivos propostos. Os alunos aprenderam que cada pessoa é única e que existem diferenças de gostos, idéias, cor e raça.
Os alunos participaram ativamente das realizações das atividades e de uma forma prazerosa. Pudemos observar o avanço de cada aluno na leitura e na escrita. Vimos também que é possível trabalhar um só tema de forma interdisciplinar e obter resultados satisfatórios.
No desenvolvimento de um projeto, o professor passa a ser o mediador da aprendizagem, onde procura dar um novo direcionamento a sua prática pedagógica, buscando melhorar as bases educacionais.
A educação deve ser voltada para a realidade e para as necessidades dos alunos e o Trabalho com Projetos pode suprir essa necessidade, reestruturando a pratica de ensino e as posturas do educador, tornando a educação uma prática efetiva onde o aluno e o professor possam se realizar cada um na sua função, sendo o professor um mediador do conhecimento e não um detentor de todo o saber.
Marcadores:
Projeto
Fazendo Sabão Caseiro
RECEITA DE SABÃO CASEIRO
Ingredientes:
4 litros de óleo comestível usado
1 litro de água
1 copo de detergente
1 copo de sabão em pó
1 copo de álcool 96º
1 quilo de soda cáustica ( em escamas)
Modo de Fazer:
Derreta a soda cáustica em 1 litro de água “quente” (não deixe ferver). Em um recipiente grande, misture todos os ingredientes e mexa até engrossar.
Coloque o sabão em um recipiente de madeira ou plástico para a secagem (nunca utilize alumínio).
Após a secagem, corte os pedaços do tamanho que quiser e pode usá-lo para lavar louças e roupas.
Ingredientes:
4 litros de óleo comestível usado
1 litro de água
1 copo de detergente
1 copo de sabão em pó
1 copo de álcool 96º
1 quilo de soda cáustica ( em escamas)
Modo de Fazer:
Derreta a soda cáustica em 1 litro de água “quente” (não deixe ferver). Em um recipiente grande, misture todos os ingredientes e mexa até engrossar.
Coloque o sabão em um recipiente de madeira ou plástico para a secagem (nunca utilize alumínio).
Após a secagem, corte os pedaços do tamanho que quiser e pode usá-lo para lavar louças e roupas.
Marcadores:
Meio Ambiente
Assinar:
Postagens (Atom)